o que é a usina?
a usina é um espaço (in)comum aberto a profissionais interativos e centraliza tudo que eu, rené de paula jr, venho produzindo sem parar em blogs, artigos e palestras. temos bons anos de história e estórias.
seja bem-vindo, e feel free.
  rené

A visão que eu não vejo

Hoje à tarde conversei pelo telefone com uma colega americana. Foi boa a conversa. Ela estava interessada em saber como a gente aqui estava usando o ambiente interativo no nosso trabalho cotidiano.
(Lembre-se: trabalho na Microsoft na área de difusão e adoção de novas tecnologias com foco em user experience.)
Uma das coisas que contei pra ela foi... o que eu acabo de fazer: seja no twitter ou orkut ou Campus Party eu sempre deixo claro quem eu sou, onde eu trabalho e qual a natureza do meu trabalho. Gosto de clareza, gosto de transparência, gosto de assumir posição.
Outra coisa que contei pra ela foi que, mais recentemente, passei a deixar ainda mais clara a diferença entre minha presença “pessoal”, pessoa física mesmo, e a minha atuação “PJ”, corporativa. É por isso que estou no Twitter com dois ID’s, @renedepaula e @uaudecadadia. Nos meus blogs, a mesma separação: tenho N blogs pessoais (o mais novo é o www.usina.com/bluenotes, escrito à mão) mas mantenho meu blog corporativo em separado.

Os incomodados que se mudem

- Você topa ir comigo a um sebo? Estou procurando um Henry Miller esgotado.
Sebo? Nessa hora eu topava era ir pra igreja e casar já : ) Como se não bastasse ser bela, a moça ainda gostava de livros e de alfarrábios e belquiores? Henry Miller, então??? Milagre! O que mais eu podia querer?
(Não responda, eu já sei: faltava ela compartilhar o meu entusiasmo, claro. Como se diz no twitter, #fail)
Li muito Henry Miller. Li inclusive um texto curto, que ele escreveu aos 80 anos, com o título (acho) Reflexões Sobre a Morte de Mishima. Vou tentar encontrar e reler.
Yukio Mishima era um autor japonês brilhante (leia) que, inconformado com a ocidentalização do Japão, se lança num movimento de resgate da cultura tradicional japonesa, #fail e, inconformado, se mata. Da maneira tradicionalíssima, claro.
(nota desse autor gagá: não confiem na minha memória, dêem uma pesquisada a respeito)
Fiquei curioso sobre o que o escritor americano ia dizer a respeito. Well, me surpreendi: resumindo, ele disse que Mishima foi tolo.

Porque você pode

Há muito tempo atrás alguém disse: o cachimbo dá ao homem sábio tempo para pensar e ao tolo alguma coisa para enfiar na boca. Faz muito tempo, claro, ninguém fuma mais cachimbos. Mas, seja em que tempo for, tolos sempre vão arrumar infinitos usos tolos pra qualquer coisa. Internet, por exemplo.
Não, internet não é tolice, claro que não. Adoro. Internet, aliás, é algo tão vasto e tão abrangente que nem dá pra generalizar, é como fazer o infinito caber no bolso. Aliás (adoro aliás), o que mais é infinito? Espaço? Hmmm... ninguém sabe ao certo. Tempo? Well, só se for o seu : ) Meu tempo é finito pacas, finito e sem undo. O meu e (acredite) o teu também.
Eu sei, quando a gente é novinho o tempo parece um marzão sem fim. Tardes intermináveis e tolices na sessão da tarde, verões que não acabam nunca, férias de meeeeses. O tempo é tanto que nem dói desperdiçar.
Não dói na hora, quero dizer. Mais adiante, quando você se deparar com um candidato mais preparado, com mais experiências, com mais idiomas, vai doer lá no fundo. Deveria doer, pelo menos.

O que vem depois do W?

- Tripledoblebêpunto...
- Ahn?
- Tripledoblebêpunto...
Ok, ok, meu portunhol estava nos primórdios, era o meu primeiro projeto grande na Argentina (houve outro) e eu ainda tinha muito que aprender tanto da língua espanhola quanto das gírias e sotaques portenhos. E o que soava para mim como tripledoblebê era simplesmente.... www. Chê.. que raro!
Quem diria, então, que eu teria a cara de pau de dizer “simplesmente www”? Como assim “simplesmente”? WWW é descomunal. WWW é o pão nosso de cada dia nos dai hoje, amém. Mas... e amanhã? Como você imagina a web (não a internet, a web mesmo, páginas, browser, etc) daqui a 5 anos?
Well, eu tenho a cara de pau de dizer: quero ver a web pelas costas. Urruu, eu disse. Ufa, que delicia. Vou falar de novo: não quero ver a web pela frente.
Calma, calma, não surtei. Continuo apaixonado e fascinado pela web. A questão é: internet é mais que web. Internet é o ar que a web e o email e o FTP e o RSS e outros bichos respiram. E ar é invisível, mais invisível ainda quando falta. Afinal... você desmaia e não vê mais nada : )

usina atacada... duas vezes

a message to the hackers who defaced my website twice: this is a brazilian non-profit non-political personal website. I have no idea of what you are trying to prove with your attacks or what your cause is. please use your skills in a constructive and meaningful way. what you have done is childish and pointless


dê uma olhada nas imagens anexas: são screenshots de dois ataques a este site realizados na noite de ontem.

minha palestra no EDTED: como trazer à tona o melhor de nós

a pauta era simples: questionar um pouco mais profundamente as mídias e plataformas sociais pra desarmar algumas armadilhas, evitar fiascos e fomentar colaboração e conversação de qualidade.

ok, isso não é tão simples : )

conversando com Fred em Floripa :)

(instale antes o Silverlight 3, pra mac ou pc ou.... assista Mr. Usabilidoido direto no youtube)

twittando demais e blogando de menos

pois é, eu assumo: essa história de twittar tem lá seu preço. eu tenho blogado menos, participado menos de redes sociais... muito curioso isso.

enquanto vejo como equilibrar melhor essa história, aqui vão minhas twittadas mais recentes

o impublicável caderninho azul



comprei neste sábado um caderninho azul. voltei a escrever com caneta e papel. vou escrevendo, e de tempos em tempos publico neste não-blog: Blue Notes

espero que vocês gostem. eu estou adorando.

meu legado... sobre web 1.0

tempos atrás publiquei uma série de podcasts chamada top 10 micos em projetos online. (10 foi pouco, foram uns quinze :D )

bom proveito :) aqui vai o link: www.tinyurl.com/10micos

pra posteridade: meu legado sobre web 2.0 :)

meu legado em dois cliques: O Lado B da Web 2.0 e 10 Reflexões Sobre Comunidades Online .

bom proveito, posteridade :)

o lado B da web 2.0 :)

em meados do ano passado, meio "passado" com os rumos do digimundo, comecei uma série de podcasts chamada "as regras da web 2.0".

esse titulo nunca me agradou plenamente e hoje, por fim, mudei o titulo para... "o lado B da web 2.0" :)

foi só um search & replace nos títulos, o conteúdo continua o mesmo.

quem quiser ver os episodios em audio e video, aqui vai: http://www.usina.com/movable/mt-search.cgi?IncludeBlogs=5&search=%22o+lado+B+da+web%22

criei um twitter pro meu blog de UX

acabo de criar um twitter pro meu blog de UX lá na MS: http://www.twitter.com/uaudecadadia (leia este post completo pra ver o widget)

(ele é atualizado automaticamente: a cada post novo que eu faço o Live Writer manda um update pro twitter)

aí está um widget em flash. tem um em silverlight lá no http://blogs.msdn.com/renedepaula

artigos para a revista da locaweb

aqui estão os artigos que venho publicando mensalmente na revista da Locaweb. espero que você curta

Adeus, usuários

Tantos anos aqui na revista e eu, somando tudo, devo ter deixado três vezes mais perguntas que respostas. Que coisa, não? Eu me pergunto por quê ainda sou lido. Ops! Mais uma pergunta :^)

Eu gosto de perguntas, quero dizer, de boas perguntas, daquelas dão uma balançada forte nas certezas mais básicas, daquelas que nos fazem olhar de outro ângulo, de outro lugar, perguntas que nos fazem olhar com outros olhos.

Precisa-se: deVigners

Quanto tempo faz isso? Uns dez anos, será?

Well, tanto faz, lembro como se fosse... dez anos atrás: o PJ (então na DM9, eu ainda na Almap) se apresentando num evento com sua palestra originalíssima chamada “Internet Sem Chatice”. Ou era “Internet não tem que ser chata”. Ou era... well, faz dez anos afinal. Mas tinha chatice no meio, isso tinha.

O que tinha de chato na internet naquela época, afinal? Nem lembro. Mas me lembro sim de, naqueles primórdios, chamar amigos e colegas e familiares pra mostrar a tal da internet e todos dizerem: isso é muito chato, demora muito!

What the #FFFFFF???

Seja você pardo, negro, amarelo, albino, uma coisa é igual a todo mundo: o seu branco é maior que o dos outros. Beeeem maior. É o que você acha, pelo menos. Todos achamos.
O meu branco, nesse exato momento, são uns 4000 caracteres numa página em branco do Word. O seu pode medir 468 pixels por 60. O do artilheiro pode ser uma esfera na grama diante do olhar de duas nações no final da copa do mundo. O do Heródoto Barbeiro (estou ouvindo agora), âncora da CBN, é um minuto livre sozinho diante de um microfone pequenino.
Cada um tem o branco que merece. E cada um sabe onde lhe dói o branco.

Paixão, Amor e Seus Frutos

Palavras são palavras e a gente nem percebe o que disse sem querer - como bem disse Roberto Carlos - e palavra que o título aí em cima saiu sem eu perceber, me saltou dos lábios (ops, dedos) e pousou assim com o maior descaramento em cima da folha branca (ok, tela branca) e ficou me olhando maroto, pagando pra ver como eu ia sair dessa.
Pois é. Comecei pelo título, erro fatal. E olha que no artigo anterior eu mesmo tinha dito: comecem pelo fim, pelo fim! O título... deixem pro fim.

Cativar e Cativeiros

Se me apresentarem uma top model nesse exato momento eu vou ficar sem palavras. Calma, calma, não é que eu não saiba o que dizer diante de uma mulher bonita, até sei (venho praticando faz décadas). O problema é que eu sou de outra época, do tempo das misses, e todas as misses tinham algo em comum: liam O Pequeno Príncipe, do Saint Exupéry.
Palavra! Era uma unanimidade!
“Qual seu livro predileto?”
“O Pequeno Príncipe”, dizia a Pequena Princesa com um Grande Sorriso, Pequeno Biquini e Grandes... Atributos.

Um Minuto da Sua Atenção

Um professor muito saudoso lá da ECA dizia pra gente: quando você for pensar numa história pense primeiro no fim. Dica sábia que não vou esquecer nunca, muito embora eu não a aplique quase nunca e continue escrevendo de orelhada artigos sem pé nem cabeça.

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