eu vivo só. de manhã ligo o rádio na CBN, em parte para ouvir notícias, em parte por me sentir rodeado de pessoas que já fazem parte da minha vida.

eles me conhecem? não. estão falando comigo? não. mas a ilusão é bem-vinda.

novelas também são assim: elas entram "de graça" nas nossas casas e passam a fazer parte da nossa vida caseira. os personagens são mais reais que os atores.

e comunidades online, até que ponto não se parecem com isso? quantos de nós não "sintonizamos" listas apenas para ouvir o zunzunzum todo dia? e aqueles que efetivamente interagem, até que ponto estão realmente "conversando", já que email não é conversa, mas solilóquio com direito a réplica? se eu nunca vi meu interlocutor digital, quem me garante que não estou fantasiando sobre quem e como e por quê ele é?

em suma: a tecnologia avançou mas talvez estejamos cada vez mais reféns da nossa imaginação, cada vez mais expostos a quimeras e fantasmas, cada vez mais sujeitos a paixões vazias. em suma: pense duas vezes. reveja. e, por favor, ouça e passe adiante e comente e divulgue o que talvez seja minha reflexão mais importante nos últimos tempos

a arquitetura da interação

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eu ando matutando aqui e acho que estamos precisando de uma nova disciplina, a arquitetura (ou a mecanica, ou a quimica, ou... o design) das interaçoes pessoais. por que? porque a maneira como voce desenha uma experiencia online influencia e condiciona as relações interpessoais possiveis. well, é só uma tese, claro :)


Video: arquitetura da interação

quer baixar a versao em mp4? clique aqui

ok, o que move a colaboração são pessoas e não a tecnologia sozinha, mas minha tese é: o ambiente que a tecnologia cria influencia em muito na maneira em que as pessoas se comportam.

agora que estou tramando a terceira encarnação do radinho, ouça uma leve teorizada sobre velocidade, momento, timing e mecânica da colaboração online

radinho: ouvindo o ultrassom

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um ambiente social online é o quê, afinal? ok, a resposta correta é: as pessoas que o habitam, mas isso é tudo? eu posso comer a mesma coisa que o javier barden todo dia mas um mês depois minha cara ainda é a mesma, só mais velha :) DNA faz toda a diferença.

o radinho nasceu com um DNA claro, com uma fórmula definida, e cresceu em torno disso. cresceu até ficar claro que... a fórmula precisava de ajustes. e é isso que estou fazendo agora, matutando a fórmula nova.

só sei uma coisa: conversar é bom. colaborar faz bem. e um bom ambiente estimula e ensina o prazer de colaborar. ok, sao tres coisas.

ouça aqui o que eu ando matutando e acompanhe no roda e avisa as cenas dos próximos capítulos

redes sociais têm uma vitalidade extraordinária. basta semear uma idéia num terreno fértil e uma rede brota, cria raízes, cresce e dá belos frutos. mas mesmo árvores crescem até um certo ponto... e então começam a lançar sementes que vão vingar em outras paragens.

o radinho cresceu, ficou frondoso, seus frutos são bons. e agora, o que vem depois disso?

ouça uma reflexão histórica e nada histérica sobre web 2.0, comunidades, colaboração e... desprendimento

ouvi outro dia uma entrevista bárbara com o autor do livro Predictably Irrational (previsivelmente irracionais), e muita coisa passou a fazer sentido, sobretudo a falta de sentido :)

resumindo: somos ótimos pra várias coisas, mas somos uma lástima para outras. futuro, mudanças, novidades... somos péssimos para lidar com tudo aquilo que ainda não conhecemos. resultado? sofremos, decidimos mal, desperdiçamos oportunidades...

ouça uma digressão hiper bem-intencionada sobre como escapar das armadilhas mais primárias e não sermos vítimas dos nossos próprios preconceitos

web 2.0: quem? onde? como?

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se os jornais online estão em crise eu nao sei, mas sei que uma coisa basica do jornalismo continua valendo: quem? onde? como? quando? por que? e por aí vai...

ouça uma reflexão ligeira sobre as perguntas que todo mundo devia se fazer quando vê um projeto 2.0

eu não sou acadêmico nem teórico mas faz tempo que venho experimentando a química e a mecânica dessa tal de colaboração. que forças a regem? quais seus limites? como funciona e como não funciona?

na falta de maior background a respeito, me aventurei no caminho empírico mesmo. eu gosto, tenho tempo e energia pra isso. mas vou ter tempo sempre? quem tem, afinal?

ouça aqui um desabafo rápido de quem se pergunta todo santo dia: quem tem tempo pra isso afinal?

a obra aberta 2.0

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A Obra Aberta é o título de um livro do Umberto Eco que eu recomendo bastante, li-o faz décadas mas acho que continua valendo... ainda mais depois de ter ouvido o Raphael Vasconcellos no MIX essentials.

o Raphael é diretor de criação da AgênciaClick e falou algo genial: temos que criar coisas incompletas. isso mesmo: in-com-ple-tas.

ouça uma reflexão beeem aberta sobre como criar coisas que transforme usuários em... co-autores e cúmplices :)

aristoteles on the road

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estava eu a caminho de um evento (o Conexão Bites) e fui pensando comigo... o que vou tenho para falar para a platéia?

well, nessas horas vale a pena voltar pro básico: Aristóteles. o cara já dizia: uma estória pode ser impossível, fantástica, mas jamais... inacreditável. pronto, achei meu gancho: nessa época em que empresas e marcas querem parecer gente como a gente, até que ponto dá pra acreditar?

ouça uma reflexão ligeira num trânsito não tão ligeiro sobre web 2.0, story-telling e autenticidade.



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