(egotrip e self-jaba)
eu sou completamente avesso a competições e prêmios e coisa e tal, mas acho que neste caso tem algo maior em jogo (ok, também não gosto de jogo), que é levantar a bola (ok, não jogo bola) do podcasting no Brasil.
o bom e velho roda & avisa está concorrendo. quem sabe não entro numa categoria peso-não-tão pesado-senior?
sim, sim, falei graMa e não graNa. grama, gramado, jardim... estava na hora de falar de coisas mais floridas e fecundas :)
estava eu lendo sobre como os gramados impecáveis viraram uma marca registrada da paisagem norte-americana e me caiu uma ficha: a hora que percebermos que todos nós temos um "gramado" online, vamos zelar melhor por ele, pela saúde da internet, pela colaboração online...
ouça uma reflexão solta sobre comunidades online, colaboração, ervas daninhas e urbanismo digital
estava ouvindo ontem o Jason Calacanis e ele mencionou algo interessante: o fato de algo ser tecnologicamente simples e fácil e óbvio e factível (copiar arquivos, publicar globalmente,etc) não significa que seja necessariamente bom ou viável ou desejável ou promissor. existe um descompasso perigoso nessa história, e achar que o que é digital não tem limites tem lá suas limitações
ouça um pouco de prosa a respeito do verso e reverso das nossas idéias mais poéticas
essa idéia me ocorreu num estalo, hoje. no meio de uma apresentação alheia, aliás. e náo me contive e compartilhei minha teoria no ato. só depois que vi que fui precipitado e a idéia merecia ser melhor explicada.
vamos lá: minha tese foi "o blog corporativo surge porque sites corporativos são ruins... e blogs corporativos são os puxadinhos corporativos".
well, tive que me explicar depois. nada contra blogs corporativos... eu mesmo tenho blog na Microsoft. mas blogs corporativos podem dispersar conhecimento, dispersar o relacionamento e competir com a própria marca.
adorei o trocadilho do Max Goehringer na CBN: ilusões de ética. nessa nossa fase em que muita está fácil comprar um kit bem-bolado de "pareça-ético-e-2.0", acho que vale a pena ouvir uma reflexão rápida sobre a superficialidade, percepção e a questão mais difícil de todas: como ser ético sempre
MacLuhan que me perdoe por fazer sua frase de gato e sapato, mas acho que o momento permite e exige: a hora em que alguém (tv, radio, blogueiros inclusive) adota um modelo X de receita há de mudar a "receita" de como fazer as coisas. praticamente inelutável.
ouça uma digressão gratuita sobre o que pode acontecer quando as coisas não são mais gratuitas
ok, a web 2.0 é mais ou menos como a invenção da roda: muda tudo. mas isso não quer dizer que você vá se lançar (ou lançar sua marca, empresa, reputação) ladeira abaixo num carrinho de rolimã. ou vai atravessar um abismo na corda-bamba pedalando num monociclo.
web 2.0 é tão segura e útil quanto mais dispositivos de controle e segurança ela tiver. essa é minha tese. por isso alguns ambientes degringolam e outros não, por isso algumas iniciativas são exemplares e outras uma tragédia.
ouça uma reflexão rápida sobre web 2.0 com airbags, suspensão e, sobretudo, seguro contra sinistros
eu me exponho muito. faz tempo. fotos, textos, artigos, podcasts, listas de discussão... faz mais de 10 anos.
aprendizado bacana: compartilhar faz bem, colaborar idem.
aprendizado não tão bacana: por mais que sejamos geeks e early adopters e descolados, continuamos fantasiando e criando mitos e amando e odiando e venerando e crucificando gente que NUNCA encontramos ao vivo.
a armadilha da projeção e da fantasia é um dos riscos mais nefastos mesmo na era 2.0.
vou tocar num ponto nevrálgico de tudo o que falamos sobre web 2.0: a sabedoria das multidões. a questão é: pessoas em grandes números geram sabedoria ou beleza ou inovação "do nada" ou é preciso algum tipo de "plataforma", "ambiente", "framework" pra isso?
minha tese é simples: precisa.
ouça uma digressão de Lagos a Paris passando pela periferia e pessoas voadoras :)
quando eu era garoto tinha uma canção da elis, "velha roupa colorida" que dizia:
No presente a mente, o corpo é diferente E o passado é uma roupa que não nos serve mais
mas havia outra também, "como nossos pais" (ambas do Belchior, acho), que dizia:
Minha dor é perceber Que apesar de termos Feito tudo o que fizemos Ainda somos os mesmos E vivemos Ainda somos os mesmos E vivemos Como os nossos pais
essas canções tem 30 anos mas acho que ainda estão valendo: cada geração nova inova... mas também repete, também reincide nas mesmas armadilhas de sempre, que é descartar o que parece velho (e muitas vezes não é) e abraçar o revolucionário (que muitas vezes tb não é)
minhas fotos no flickr
receba o roda&avisa por email :)
quer me deixar um recado?




comentários recentes
Jefferson Sestaro on as regras da web 2.0: nao ame fantasmas (nem odeie): Rene, bom
Luciana on a gente "representa"?: olá rene,