a usina é um espaço dedicado a profissionais interativos e centraliza tudo que eu, rené de paula jr, produzo sem parar em videos, podcasts, artigos e palestras

Um Minuto da Sua Atenção

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Um professor muito saudoso lá da ECA dizia pra gente: quando você for pensar numa história pense primeiro no fim. Dica sábia que não vou esquecer nunca, muito embora eu não a aplique quase nunca e continue escrevendo de orelhada artigos sem pé nem cabeça.
Desta vez decidi fazer diferente e pensar primeiro no fim. Well, não preciso dizer que durou pouco: mil digressões e delírios e acabei pensando… no meu próprio fim, tema não muito pertinente numa revista de webdesign. Se bem que design vem de desígnio e desígnio pressupõe finalidade que pressupõe um fim e… pronto, lá vou eu de novo em viagens sem fim.
Pelo fim, pelo não talvez valha a pena facilitar a vida dos CSI futuros e dar algumas pistas da minha causa mortis caso ela não seja óbvia. Primeira dica: confira a câmera. É capaz que eu tenha tentado de novo fotografar uma frase de pára-choques de caminhão, não tenha parado nada e… me choquei. Segunda dica: confira meu Zune. É possível que eu, numa atenção irrefreável a um podcast genial, não tenha ouvido a freada fatal. De uma maneira ou de outra seriam finais felizes, enfim.
Agora mesmo vinha ouvindo um podcast do Think, um programa de uma rádio texana chamada KERA. Eles estavam pedindo doações dos ouvintes, que é a maneira como muitas rádios públicas absolutametne geniais (National Public Radio – NPR, American Public Media – APM) sobrevivem. Para o meu deleite eles estavam fazendo um pot-pourri de entrevistas antológicas começando pelo Gene Wilder, ator genial e comediante impagável.
Entrevista muito tocante, daquelas pra não ouvir tocarem buzinas nem xingarem esse pedestre incauto. Num dado momento Gene Wilder conta que, aos 11 anos, viu pela primeira vez sua irmã atuar num palco. Gene se encantou: enquanto sua irmã atuou não se ouviu um pio, um ruído, nada. Atenção absoluta. Um milagre. Gene ficou tão arrebatado que foi pedir ao professor de teatro da irmã que o aceitasse como aluno. Atuar era algo divino. Ele tinha onze anos. Teve que esperar até os treze. O resto é história.
Parei (não no meio da rua, por sorte) e pensei: eureka. Divino não é atuar, o milagre do teatro não está no ator. A magia não está no palco. Mágico mesmo é que pessoas parem, deixem de lado o resto do mundo e concedam àquele acontecimento breve uma atenção sem fim e, mais do que isso, que concedam ao ator a sua confiança e credulidade totais.
Sem essa doação, sem essa entrega completa da platéia nenhum ator é Rei Lear. Sem essa concessão temporária, sem essa suspensão breve das regras cotidianas não há “Vestido de Noiva”. A mágica só acontece porque nós somos capazes de parar o mundo e ouvir.
Nosso trabalho não é diferente. Um site de banco só é um site de banco se cada um de nós acreditar nele da mesma maneira que acreditamos no banco. Ler blog só presta para alguma coisa se acreditarmos que o autor… presta. Um podcast, um site, um vídeo só têm um mínimo de realidade se as pessoas pararem o que estão fazendo, silenciarem o seu mundo e prestarem atenção em você. Senão, meu caro, são apenas palavras, palavras, palavras. Ou bytes, bytes, bytes.
Em outro momento da entrevista a apresentadora pergunta ao Wilder: por quê você é engraçado? Ele, com uma franqueza desconcertante conta uma história de infância, uma história pungente, mas logo depois admite: não sabe. Ele é engraçado porque as pessoas acham graça nele.
Se pensarmos por que razão as pessoas acham tanta graça num serviço online e não em outro vamos certamente arriscar inúmeras razões técnicas, negociais, artísticas, mas razões talvez não expliquem a emoção que está investida ali, o valor que aquele serviço representa para cada um, o tempo que cada pessoa reservou para aquele produto e não outro. A razão está fora da nossa cabeça, está no coração alheio.
Faz tempo que eu bato nessa tecla: estudemos sim, aprendamos sim, mas tenhamos sempre a humildade e a gratidão de reconhecer que sem a audiência, sem o carinho, sem o investimento afetivo, sem a doação da mercadoria mais rara –a atenção dos nossos usuários – tudo o que fazemos não tem vida alguma. E fim.

Nem Mais Nem Menos

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Eu gosto de histórias em quadrinhos. Gosto mesmo. Daqui da poltrona vejo na cabeceira alguns livros do Laerte (adoro Laerte), uma biografia do Kafka desenhada pelo Crumb, vejo um Sandman… Eu gosto de quadrinhos.
Quadrinhos, quando eu era criança, deixavam adultos de cabelo em pé.
— É perda de tempo!
— Emburrece!
— Vai ler livro de verdade, menino!
Eu lia livros de verdade, oras. Continuo lendo. Livrarias são minha perdição deliciosa, e não faz nem três dias que eu estava com quilos de livros nas mãos diante de um leitor de código de barras vendo o preço de cada um. Um Umberto Eco, dois Cortazar no original, uma Hannah Arendt, uma coletânea de cartoons da New Yorker… Aquela montanha de letrinhas foi sendo traduzida numa bola de neve de números e, por fim, deixei os livros lá com dor no coração. Nem passei pela seção de quadrinhos pra não sofrer mais. Estava no meio de uma viagem, afinal, com grana contada e mala cheia. Fica pra outra hora.
Os quadrinhos e livros me vieram à cabeça por um bom par de razões. Primeiro por serem mídia impressa, por serem “antiquados”. Segundo por terem peso, ocuparem espaço. Terceiro por terem preço, por custarem dinheiro. Quarto por terem um autor, alguém que tenta ganhar seu pão criando conteúdo. Quinto por serem experiências ricas e imersivas e transformadoras, mesmo sendo low-tech, e aí está para mim o ponto principal: num mundo em que more is more, em que limites parecem ter desaparecido, a máxima (ou seria mínima?) “less is more” ainda continua sendo o máximo. Pra dizer o mínimo : )
Sem fazer pouco do “less is more”, porém, eu quero mais. Embora muita coisa no mundo se resuma a somar ou subtrair, aquilo que realmente conta é multiplicar. Criar é multiplicar. Inventar é multiplicar. Compartilhar, mesmo que pareça dividir, é multiplicar. Coisas realmente vivas e vitais dão vida, são fecundas, lançam sementes pra todo lado. E sementes são uma invenção extraordinária, uma bolotinha de nada que tem dentro de si girassóis, carvalhos gigantes, pés de maçã, árvores fantásticas que vão crescer pelo tempo afora zipadinhas e codificadas numa pelotinha dorminhoca.
Você já parou pra pensar que uma semente é código? Que DNA é código? Que você é do jeito que é porque isso foi codificado láááá atrás por um óvulo e um espermatozóide? Dá o que pensar, não? Noventa e tanto dos átomos do teu corpo vão ser trocados em alguns anos. Ninguém vai perceber, porque o teu código não mudou. Se mudar, corra pro médico aliás.
Well, voltemos pra história dos livros. Daqueles fatores que mencionei quatro deles parecem pecado: são físicos, ocupam espaço, não são grátis e, pra complicar, tem alguém cobrando por eles. Por quê isso virou pecado hoje eu não sei, não consigo entender, sobretudo porque pecado, para mim, não tem nada a ver com preço, peso, ou outros valores numéricos. Pecado pra mim é não dar valor àquilo que matemática alguma leva em conta: o valor da experiência fecunda. E experiências fecundas não se criam somando um montão de vídeos e animações e efeitos e firulas. Experiência fecunda não é estufar a pança com junk food, é buscar o que te alimenta e o que te enriquece os sentidos.
Se eu procurar alguém para contratar eu não quero alguém que tenha visto todos os vídeos do Youtube ou leia todos os blogs pessoais ou tenha jogado finalizado os games x, y, z. Isso é achar que acumular e somar e amontoar dão algum resultado. Well, dão sim: obesidade mental mórbida. Pior: estar a par de tudo não te garante idéias ímpares. Pelo contrário: você dificilmente vai escapar da maldição do “mais do mesmo” (obrigado, mestre Laerte).
Livros e quadrinhos, essas coisas antiquadas, têm uma feature avançadíssima que a tecnologia demorou pra imitar: pausa. Livro você pausa, pensa, relê. Para ler um bom livro você aperta PAUSE na tua correria e cria um tempo especial para uma experiência que vai reprogramar o código da tua mente. Um bom poema é mágico para sempre, sem envelhecer jamais.
Um adendo: Neil Gailman, o criador genial do Sandman, escreve as histórias à mão. Computador, segundo ele, facilita demais a dispersão. Uma procuradinha na internet, um clique à toa e lá se vão horas embora sem proveito algum.
Se você não souber reprogramar tua mente ela vai fazer o mesmo que o teu código genético: vai reproduzir mais do mesmo até morrer. E quem só faz mais do mesmo morre sem deixar nada fecundo.
Que bom que você está lendo esta revista. Bom sinal.

Nem Mais Nem Menos

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Eu gosto de histórias em quadrinhos. Gosto mesmo. Daqui da poltrona vejo na cabeceira alguns livros do Laerte (adoro Laerte), uma biografia do Kafka desenhada pelo Crumb, vejo um Sandman… Eu gosto de quadrinhos.
Quadrinhos, quando eu era criança, deixavam adultos de cabelo em pé.
— É perda de tempo!
— Emburrece!
— Vai ler livro de verdade, menino!
Eu lia livros de verdade, oras. Continuo lendo. Livrarias são minha perdição deliciosa, e não faz nem três dias que eu estava com quilos de livros nas mãos diante de um leitor de código de barras vendo o preço de cada um. Um Umberto Eco, dois Cortazar no original, uma Hannah Arendt, uma coletânea de cartoons da New Yorker… Aquela montanha de letrinhas foi sendo traduzida numa bola de neve de números e, por fim, deixei os livros lá com dor no coração. Nem passei pela seção de quadrinhos pra não sofrer mais. Estava no meio de uma viagem, afinal, com grana contada e mala cheia. Fica pra outra hora.
Os quadrinhos e livros me vieram à cabeça por um bom par de razões. Primeiro por serem mídia impressa, por serem “antiquados”. Segundo por terem peso, ocuparem espaço. Terceiro por terem preço, por custarem dinheiro. Quarto por terem um autor, alguém que tenta ganhar seu pão criando conteúdo. Quinto por serem experiências ricas e imersivas e transformadoras, mesmo sendo low-tech, e aí está para mim o ponto principal: num mundo em que more is more, em que limites parecem ter desaparecido, a máxima (ou seria mínima?) “less is more” ainda continua sendo o máximo. Pra dizer o mínimo : )
Sem fazer pouco do “less is more”, porém, eu quero mais. Embora muita coisa no mundo se resuma a somar ou subtrair, aquilo que realmente conta é multiplicar. Criar é multiplicar. Inventar é multiplicar. Compartilhar, mesmo que pareça dividir, é multiplicar. Coisas realmente vivas e vitais dão vida, são fecundas, lançam sementes pra todo lado. E sementes são uma invenção extraordinária, uma bolotinha de nada que tem dentro de si girassóis, carvalhos gigantes, pés de maçã, árvores fantásticas que vão crescer pelo tempo afora zipadinhas e codificadas numa pelotinha dorminhoca.
Você já parou pra pensar que uma semente é código? Que DNA é código? Que você é do jeito que é porque isso foi codificado láááá atrás por um óvulo e um espermatozóide? Dá o que pensar, não? Noventa e tanto dos átomos do teu corpo vão ser trocados em alguns anos. Ninguém vai perceber, porque o teu código não mudou. Se mudar, corra pro médico aliás.
Well, voltemos pra história dos livros. Daqueles fatores que mencionei quatro deles parecem pecado: são físicos, ocupam espaço, não são grátis e, pra complicar, tem alguém cobrando por eles. Por quê isso virou pecado hoje eu não sei, não consigo entender, sobretudo porque pecado, para mim, não tem nada a ver com preço, peso, ou outros valores numéricos. Pecado pra mim é não dar valor àquilo que matemática alguma leva em conta: o valor da experiência fecunda. E experiências fecundas não se criam somando um montão de vídeos e animações e efeitos e firulas. Experiência fecunda não é estufar a pança com junk food, é buscar o que te alimenta e o que te enriquece os sentidos.
Se eu procurar alguém para contratar eu não quero alguém que tenha visto todos os vídeos do Youtube ou leia todos os blogs pessoais ou tenha jogado finalizado os games x, y, z. Isso é achar que acumular e somar e amontoar dão algum resultado. Well, dão sim: obesidade mental mórbida. Pior: estar a par de tudo não te garante idéias ímpares. Pelo contrário: você dificilmente vai escapar da maldição do “mais do mesmo” (obrigado, mestre Laerte).
Livros e quadrinhos, essas coisas antiquadas, têm uma feature avançadíssima que a tecnologia demorou pra imitar: pausa. Livro você pausa, pensa, relê. Para ler um bom livro você aperta PAUSE na tua correria e cria um tempo especial para uma experiência que vai reprogramar o código da tua mente. Um bom poema é mágico para sempre, sem envelhecer jamais.
Um adendo: Neil Gailman, o criador genial do Sandman, escreve as histórias à mão. Computador, segundo ele, facilita demais a dispersão. Uma procuradinha na internet, um clique à toa e lá se vão horas embora sem proveito algum.
Se você não souber reprogramar tua mente ela vai fazer o mesmo que o teu código genético: vai reproduzir mais do mesmo até morrer. E quem só faz mais do mesmo morre sem deixar nada fecundo.
Que bom que você está lendo esta revista. Bom sinal.

First life first

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Para onde o sono me leva eu nunca sei, mas a volta eu bem conheço: o despertar passa sempre por um breve limbo, um mergulho no amorfo, bons segundos em suspenso até que eu aceite, quer queira quer não, que acordei na mesma cama, no mesmo quarto e que o sol, ainda mais teimoso que eu, vai nascer lá no seu canto sem maiores cerimônias.
Dez anos atrás era assim. Daqui a mais dez anos também. Hoje, porém, desligo o alarme do smartphone, confiro a hora, e ainda na cama dou uma breve olhada nos meus emails. Se eu descuidar da agenda, o que não é incomum, uma voz metálica há de me avisar a tempo: weekly conference call in thirty minutes. Ou vai me alertar, impecável, que tenho uma high priority message from… minha chefe. Ou, do chuveiro, vou ouvir alguém me ligar e o danadinho dizer call from fulano de tal. Nem me preocupo, o fulano pode me deixar recado; se ele me ligou no escritório e deixou mensagem, seu recado vai virar um arquivo de áudio e eu o recebo anexado por email, para escutá-lo quando quiser. Sem stress.
Há dez anos acordar não era assim, eu não “ouvia vozes”. Como acordarei em 2017?
Outro dia, num evento da Microsoft, estava eu com meus pares (outros User Experience Evangelists) refletindo sobre o futuro, sobre como a tecnologia haveria de se desenvolver, sobre tendências e tal. Pensou-se de tudo um pouco, e o exercício foi bom. Foi tão bom que me peguei pensando cada vez mais no futuro e no presente e sobretudo no passado, em épocas onde o nosso entorno não era assim tão acolhedor. Água? Tinha que buscar. Fogo? Tinha que fazer. Chão? Cuidado onde pisa. Céu? Uma caixinha de surpresas. Dia? Labuta. Noite? Perigos. Partir era morrer um pouco, e na dúvida melhor levar cantil, punhal, carne seca e fósforos. Ups, não havia fósforos.
Hoje, felizmente, tem uma padaria bárbara na esquina e só não vou de chinelos porque, well, detesto chinelos. Mas eu bem que podia. Se eu levar o celular e uns trocados já estou coberto. Levo minha câmera por vício, e meu canivete suíço por sentimentalidade.
Progresso é isso: algumas gerações de tecnólogos e pronto, o mundo nos envolveu como um útero elétrico com torneiras, tomadas, asfalto e amenidades ao alcance da mão. Não preciso levar um arsenal comigo. Basta um smartphone e meu escritório me acompanha no bolso. Levo na palma da mão o conhecimento quase inteiro da humanidade a um search de distância numa telinha colorida. Um pequeno peso extra no bolso me tira dos ombros o fardo de memorizar, saber, lembrar, me preocupar constantemente.
E daqui a dez anos? Vou andar carregado de mais gadgets por todos os bolsos apitando e piscando e vibrando e ficando sem bateria, como uma árvore de natal fantasiada de robocop? Ou (e essa é minha aposta) vamos andar cada vez mais desarmados, despreocupados, cada vez mais humanos? Well, não sei quanto a você, mas pra mim futuro não tem cara de second life nem de metaversos, futuro pra mim é first life first. E cada vez mais versos :^)
Podem me mandar pra terapia, podem me acusar do que for, mas eu quero mais é que o mundo seja a minha, a tua, a nossa ostra. Compromissos? Agenda? Lembrar aniversários e contas a pagar? Isso eu relegarei de muito bom grado à meu “rené virtual”, um agente virtual que há de ficar lá na second ou third life cuidando dos meus problemas quietinho e só há de me avisar para coisas do tipo:
– René, agora que chegamos em Madri e que você tem a tarde livre e o tempo será belíssimo, que tal assinarmos durante a sua estada um serviço local de dicas de entretenimento e cultura? Ele é gratuito se você aceitar sugestões personalizadas de compras nas imediações em que você estiver. Vamos testá-lo?
Eu vou aceitar prontamente e vou ficar muito feliz quando meu second-rené me disser:
– Que bom que você aceitou o serviço, porque hoje há uma feira de livros antigos no caminho do Museu Reina Sofia e basta esperar o ônibus ali na esquina e eu te aviso quando saltar. Essa feira está super bem cotada este ano. Aliás, quer que eu compartilhe com seus amigos onde você está e mande suas fotos?
Como meu “anjo da guarda” vai falar comigo? Imagino que… de todas as maneiras. Se eu colocar meu fone de ouvido (como o headset Bluetooth que tenho hoje) eu o escuto e ele me escuta. Se eu preferir, posso continuar interagindo com ele no meu celular por voz, e vendo imagens na telinha. Se eu precisar de um display maior, eu transfiro a conversa para qualquer computador conectado. A mesma experiência, a mesma riqueza de interação em qualquer interface que eu escolha, o tempo todo, quando e somente quando eu quiser. Alguém desenvolveu algum plug-in ou mash-up de algum serviço bacana? Eu o adiciono ao meu second-rené como o adiciono ao meu perfil no facebook. Um universo inteiro de Interoperabilidade e Open Standards e serviços plug-and-play para nossos eus virtuais num mundo de augmented reality e pervasive computing.
Que meu second-rené cuide de tudo enquanto eu faço o que ninguém pode fazer por mim: viver. Enquanto isso não vem, vou matutando em como há de ser desenhar experiências de usuário num cenário desse tipo. Vá pensando também, antes que outro designer de carne e osso pense antes de você ;^)