a usina é um espaço dedicado a profissionais interativos e centraliza tudo que eu, rené de paula jr, produzo sem parar em videos, podcasts, artigos e palestras

Milhões não são Megas

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Interessante… nunca começo um artigo pelo título. Muitas vezes inicio sabendo como quero terminar, por vezes só sei como começar, mas o título quase sempre só aparece nos 45 do segundo tempo, quando estou prestes a enviar o que escrevi sem rascunho nem nada. Hoje, curiosamente, não: o título me pulou no colo mal pulei da cama.
Eu poderia usar outros, claro. Por exemplo: “Por onde anda Belchior?” me ocorreu logo em seguida, mas fiquei com receio de que alguém respondesse e eu tivesse que optar entre um Belchior real, concreto e sabe-se-lá-fazendo-o-quê e meu Belchior particular, o cara que colocou na voz da Elis “Como nossos Pais”. Como sou um cara meio sentimental, vou preservar meu Belchior criogênico lá no fundo da memória e do coração.
Por que lembrei da Elis e dessa canção? Talvez porque, como já cantou a própria Elis, eu tenho mais de vinte anos, eu tenho mais de mil perguntas sem resposta (belíssima canção, procurem). Talvez porque me caiu a ficha (e lá vai Elis de novo) que
“você não sente e não vê mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo”
que
“o que há algum tempo era novo e jovem, hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer”.
Êta nóis, acordei saudosista hoje.
Saudade do quê, afinal? Do tempo em que cantávamos todos “Uma nova mudança em breve vai acontecer” e achávamos que a tecnologia iria nos redimir, nos salvar, nos levar pela mão para longe da lama rumo a um éden onde em se clicando, tudo dá? Pode ser. Hoje olho em volta e noto que, apesar da internet ter se tornado tão onipresente e invisível quanto o ar que se respira, a gente não conseguiu escapar de um inimigo mais onipresente e invisível ainda: as nossas idiossincrasias.
Na faculdade ensinam pra nós que cada povo tem sua maneira de ver e entender e se relacionar com o mundo, e que isso se chama cultura (ué, mas cultura não era aquela televisão que passava coisas “culturais”? …) . Na cultura esquimó há N palavras pra cor branca, pois eles distinguem N tipos diferentes de branco, enquanto nós, brancos ou não, só vemos um brancãozão. O mesmo com índios brasileiros: Y palavras diferentes para tons de verde. E por aí vai, bom assunto pra mesa de bar. Poucos, porém, param pra pensar que isso vale pra todo mundo, incluindo este que vos fala e vós que me ledes (ups, como soa estranho).
Pois é, aí está meu ponto: o tempo passou, o tempo voou e continuamos prisioneiros de alguns vícios de comportamento e de mentalidade que só nos atrapalham. O problema é que falar de ética e moralidade e cultura é algo complicado, sonífero, faz todo mundo abandonar artigo no meio. Mais ou menos como “programas culturais”. Muda aí logo o canal pra videocacetadas! (eu detesto)
Mas, como diriam os melhores infomercials (eu adoro informercials), seus problemas acabaram! Chega de carregar um arsenal de ferramentas e questionamentos e critérios! Leve agora o canivete suíço de todas as incertezas, a silver-tape de todas as dúvidas, a pergunta de UM MILHÃO… de vezes!
A pergunta é: e se isso for feito um milhão de vezes?
Pronto. Taí a pergunta de um milhão de dólares. Ou um bilhão. Ou de 150 milhões de pessoas. Ou de um bilhão de internautas. E se isso for feito um zilhão de vezes?
Você, por pressa, vai acochambrar um código? Você, por preguiça, vai publicar um site com um formulário mal elaborado? Você, por comodismo, jogou no colo do usuário final uma solução chata de usar, intrincada e mal-acabada? Que mal há nisso, afinal? É uma vezinha só, não é?
Não. Não é.
Essa decisão meio vergonhosa, aquele “deixa-quieto” que você não gostaria de assumir em público, esse “é só desta vez” que você imagina que ninguém vai perceber vai ser repetido e repetido e repetido e usado e usado e reusado milhões de vezes por zilhões de pessoas. E em cada uma dessas vezes elas vão xingar você.
Pense sempre: isso vai ser repetido um milhão de vezes. User-experience ruim elevada a enésima impotência.
Pense nisso ao fazer design, ao fazer código, ao bolar a experiência do usuário, na hora de comprar software, antes de piratear, antes de mandar emails, antes de postar no blog… Como seria o mundo se isso que você está prestes a fazer fosse repetido um milhão, um bilhão de vezes por todo o mundo?
Um milhão de bytes é um megabyte. Um milhão de usuários é um milhão de pessoas como eu e você, com nome e sobrenome.
(Para algumas perguntas dessas nem precisa imaginar muito: é só olhar em torno, é só ligar a tevê, é só pensar em Brasília… “Cultura”de uma nação dá nisso, nossa miséria vem daquilo que é feito por todos um milhão de vezes e ninguém nem percebe mais)
Aliás… acaba de me ocorrer uma tese: se você quer saber onde se escondem seus vícios ocultos, é só reconhecer onde você anda em círculos e pronto, a mania está lá no centro, num ponto eqüidistante de todas as decisões meia-boca.
Eu sei que muitos dos nossos vícios culturais e profissionais são parte de nós, foram passados de pai pra filho com muito empenho, que a gente até acha graça em algumas das nossas “espertezas”. Eu também me apego a algumas manias, assim como me apego a um Belchior imaginário. Mas, citando o bardo,
O presente, o corpo, a mente é diferente e o passado é uma roupa que não nos serve mais.

Pensando sem meus botões

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Estou preocupado. Estou mesmo. Meu sonho de liberdade está saindo pela culatra.
O que tenho agora no meu colo é um sonho: um laptop de última geração navegando sem fio enquanto tomo meu Chai Frapé num cybercafé elegante. O que tenho no bolso é um sonho: um smartphone com meus emails e agenda sincronizados capaz de navegar na web onde e quando eu bem entender.
Sonho de consumo? Não, sonho de liberdade, de acesso, de conhecimento, de expressão, de expansão das minhas fronteiras. Foi por isso que eu embarquei nesse ofício, por sonhar com uma humanidade mais livre, mais autônoma, mais criativa. É isso o que eu chamo de sonho, não os aparelhinhos em si. Meu negócio é fazer, não é ter nem ser. Fazer.
E por quê eu estou preocupado? Porque vejo que as mesmas ferramentas que nos libertam estão nos aprisionando. Aquilo que deveria ser apenas um meio está se tornando um fim em si.
Vou ilustrar: suponhamos que compartilhassem contigo uma idéia. Digamos que um amigo teu tenha bolado um projeto cultural onde ele vai redescobrir o Brasil em lombo de mula. Como você é um webdesigner experiente e apaixonado por aventuras (e com amigos esquisitos), você se propõe a fazer o site do projeto. Como você ficou realmente entusiasmado vai abrir o teu software predileto, esboçar um layout e mandar um screenshot por email. Vai ser uma boa chance, inclusive, de demonstrar teu conhecimento das tecnologias X, Y e Z em que você investiu tanto.
Como teu amigo entende mais de mulas do que de web, ele vai te dar carta branca e você vai mergulhar nos softwares e aprofundar cada vez mais o esboço original. Mão na massa, você diria. Ou mãos à obra! E… iria meter os pés pelas mãos. Ponto.
Aí é que está minha preocupação: é muito fácil pular direto pros softwares e sair fazendo. Fácil demais. Software não quer nem saber. Software sobe à cabeça, sobretudo quando a cabeça não tem muita coisa dentro.
O que poderia ter dentro da cabeça além de software software software? Que tal conceito? Visão? Estratégia? Entendimento? Antes de sair desenhando interfaces e motion, vem uma etapa fundamental: entender a história toda, pensar em como é possível alavancar e mobilizar e potencializar e fomentar e fazer acontecer e multiplicar e expandir a idéia original.
Quem disse que a tal aventura precisava de um site? E se a grande sacada fosse um programa de rádio? Ou um podcast? Ou um livro? Ou um documentário? Ou uma minissérie? Ou tudo isso junto? E como usar a internet nessa zona toda?
E se o site tivesse cinco fases, tipo:
1. Divulgação do projeto buscando patrocínio
2. Uma etapa teaser pra cativar audiência e participação dos usuários
3. Uma etapa “ao vivo”, acompanhando passo a passo a expedição, complementada por podcasts, newsletters, twitter e blog?
4. Uma etapa documental mostrando tudo o que foi registrado e abrindo espaço para comentários
5. Uma etapa pré-próxima aventura, onde os usuários sugerem novos caminhos
E se o teu amigo usasse um smartphone bacana com GPS e 3G e fosse publicando fotos e vídeos e textos em serviços diversos que poderiam ser usados num mash-up bacana que virasse um gadget na sidebar da máquina dos usuários? E esses vídeos pudessem ser baixados via podcast e…
Sabe do que estou sentindo falta nesse exato momento, entre um gole e outro de Chai? De lápis e papel. Da minha lousa branca e canetas. Fiquei empolgado com a história e já quero rabiscar essa coisa toda e ir amarrando esses conceitos todos em algo que faça sentido, algo que dê asas ao teu amigo no lombo da mula. A hora em que o conceito e a estratégia toda estiverem mais claras eu vou pensar em que tecnologia usar, em qual software usar, de que modo e por quê. Se eu começar pelo software, vou ficar prisioneiro do que aquele software faz, vou confinar minhas idéias àquilo que eu imagino ser possível. Fica pequeno.
Quer inovar? Largue esse teclado. Vá pra lousa. Explique tua idéia rabiscando no guardanapo. Se a idéia for inovadora de verdade, o guardanapo basta pra vender teu peixe. Meu sonho é que você bole algo que te jogue muito além da tua zona de conforto, que te faça pesquisar outros paradigmas, outras plataformas, outros softwares.
Só vá pra máquina na hora em que o software for um meio com um fim, e não mais o começo ou o fim em si. Senão é o fim.

O futuro a quem pertence?

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Eu trabalho num papel que não existia. Minha carreira eu inventei. E reinventei. E reinventei. Tudo isso para não perder o passo e acompanhar aos trancos e barrancos as invenções de milhões, bilhões de pessoas reinventando o que inventamos.
Meus últimos doze anos foram assim. Sabe o que eu vou estar fazendo daqui a outros 5? Então… nem eu.
Ouçamos alguém realmente veterano, então. Outro dia esteve aqui na empresa o Ozires Silva, fundador da Embraer. Fez uma apresentação bárbara sobre empreendorismo, coragem, persistência. Ele citou uma frase que achei genial:
“O futuro não é para ser previsto. É para ser inventado”.
Adorei. Ele, que tinha tudo para bancar o guru, teve a humildade de dizer que o futuro está à espera da nossa coragem. Ele não espera por gurus, nem eu. Você espera?
Essa revista tem um nome: Webdesign. Desenhar para a web sempre foi a vanguarda da vanguarda do design. E se a web ficar pequena? E se tivermos que desenhar além disso? Vamos ter que nos reinventar. Vamos ter que inventar outros nomes. Vamos ter que pensar ainda mais longe. Ou mais perto. Ou mais amplo. Ou mais profundo.
Eu publiquei outro dia uns vídeos de palestras do Professional Developers Conference que aconteceu em Las Vegas. Eu não fui… Como era pra developers imaginei que não me diria respeito. Quando vi os vídeos fiquei pasmo. O mundo estava de cabeça para baixo. Fiquei tão impressionado que editei os trechos principais, dublei em português e publiquei no meu blog imediatamente.
Qual o meu espanto? Aliás… se estou dentro de uma empresa de inovação como assim fiquei surpreso? Porque nenhum de nós esperava o que nossos colegas mostraram. Colegas voltaram de lá de queixo caído.
Aplicações criadas pra web mas capazes de, com dois cliques, virarem aplicativos locais. Aplicações em que você começa a assistir algo na web e decide continuar vendo no celular e o vídeo continua do mesmo ponto. Aplicações que colocam tua rede social dentro do teu bolso em um gadget que sabe o que seus amigos ouvem. Experiências que começam em sites, continuam em softwares e se integram com hardwares. Sem quebra, sem sobressalto, sem dificuldade.
Quem desenha isso? Como se chama o profissional que desenha isso? Qual o nome da disciplina, do cargo, do diploma?
Eu tenho um vídeo aqui comigo que faz sucesso nas minhas palestras, é um vídeo sobre futuro. Um futuro onde tudo, do relógio no teu pulso passando pela bandeja na mesa à parede da tua sala ao consultório do seu médico e os seus amigos e sua conta bancária e seu histórico de saúde, tudo está conectado, tudo conversa entre si e tudo o que gira em torno da sua vida gira em torno da internet.
Desenhar uma experiência digital vai extravasar telas. Vamos ter que pensar em ambientes, em experiências contínuas que começam num aparelho mas que vão pulando de interface para interface sem salto algum, sem sobressalto. Experiências contínuas e multi-canais que vão redefinir nossa relação com o próprio mundo material. Chega de interagir com imagens, é hora de interagir com coisas subitamente expressivas e inteligentes.
Quer ver um exemplo? Ou melhor… quer não ver? Vou contar o que vi na TV já faz um tempinho. Imagine que te peçam pra desenhar um sistema de navegação por satélite super inovador. Se eu te desse cinco minutos, o que você desenharia? Como seria a tela?
Pois bem: esse sistema não tinha tela. Nenhuma. Tinha… um botão no painel, botão botão mesmo, nada em LCD. Você apertava um botão e isso abria uma chamada via celular (escondido). Uma voz feminina perguntava pelo sistema de som:
– Onde deseja ir?
O motorista dizia o endereço de destino, a voz agradecia e pronto. Dali pra frente as instruções todas, passo a passo (ou melhor, esquina a esquina) eram dadas por voz, como num GPS normal.
Qual era o truque? O botão acionava um sistema oculto que registrava a posição atual via GPS (escondido) e transmitia ao fazer a ligação via celular (escondido). Uma vez dito o destino, o sistema remoto calculava a rota e transmitia os dados pro sistema do carro (escondido). Daí pra frente era só seguir a doce e calma voz escondida.
Voltando para a minha e pra sua vida: o que você vai ter que aprender a mais? Aliás… quando você vai ter que começar a aprender? Se você fosse comprar um livro agora, de que prateleira você pegaria? Psicologia? Cognição? Marketing? Sociologia? Eu acabei de ler um de Economia Comportamental, por exemplo.
Eu te digo qual a coisa mais importante pra você aprender. É algo que deviam nos ensinar no pré-primário e reforçar a vida toda. Aprenda a “let go”. Aprenda a arte do desprendimento.
Estou falando sério. Tudo muda. Tecnologias mudam. Usuários mudam. Cenários mudam. Não faz sentido se apegar a uma tecnologia/ideologia/abordagem como se fosse uma tábua de salvação. Faça isso e fique boiando.
Let go. Saia do raso, mergulhe de cabeça, surfe novas ondas, abrace novas correntes. Lembre-se que teu país existe por conta de uma calmaria em alto-mar. Como diria um saudoso professor meu da ECA, o Chico de Assis, caminhos conhecidos só levam a lugares conhecidos.
Mais uma lembrança de faculdade. Um grego disse que um homem não se banha duas vezes no mesmo rio. Eu te digo que um interativo não cria duas vezes o mesmo pro mesmo digimundo, porque o digimundo nunca é mais o mesmo… e o interativo também não.
Pensando bem, o interativo teimoso não vai criar duas vezes tampouco. Não vai ter a chance.
E parabéns para todos nós por esses 5 anos de revista por mares nunca dantes navegados.

Tudo Muito Natural

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‘Tá bom, ‘tá bom, eu não tenho a menor propriedade pra falar de nada natural, eu sei ?. Eu só descobri que embaixo de asfalto tinha terra (parece que ainda tem) quando fizeram uma obra na minha rua. Quem diria… eu pensava que terra era coisa de vaso, de canteiro. Pensando bem… o planeta se chama Terra… hmmm, eu devia ter pensado nisso.
Eu nasci no centro de São Paulo. Cresci lá. Praticamente tudo à minha volta (com exceção do céu, que eu não olhava) era fruto do engenho humano. Até mesmo a Praça da República era obra de paisagista e não mato (meu rótulo genérico para aglomerações vegetais sem finalidade explícita). Para mim o artificial é muito natural. Cidades são meu habitat. A convivência urbana é minha segunda natureza. Meu planeta se chama Metrópole. Urbi et Orbi. Vocês entenderam.
Voltemos ao título, então. Eu tive a oportunidade de conhecer recentemente três figuras geniais: Luke Wroblewski, Tom Chi (ambos do Yahoo!) e August de Los Reyes (Microsoft Research). Os dois primeiros são mais manjados, são papas no que fazem e seus blogs são facinhos de achar. Já o August é outra história: ele está envolvido em algo que mal começamos a ver, o design de interfaces naturais.
Aí começa a história: interfaces são artificiais, não são naturais. Uma tela não cresce em árvore (acho). Mas se você assistir a qualquer demonstração do Surface, vai ver que a interação parece natural. Mais do que isso: ela é percebida como natural.
A BMW criou um configurador de veículo onde você escolhe amostras reais de couro, veludo e metal e usa essas amostras reais para alterar a aparência do carro na tela. Dê uma olhada aqui: http://tinyurl.com/surface-bmw .
Objetos reais interagindo naturalmente com objetos digitais. Várias pessoas interagindo ao mesmo tempo numa única experiência, experiência essa aberta e social, não mais individual e isolada como num computador.
Quem desenha uma experiência assim? Como se desenha uma experiência assim? Que designer é esse?
Agora posso juntar o Luke e o Tom na conversa: aquilo que era o habitat natural do designer digital está ficando para trás. Muito em breve designers de verdade vão ter que pensar muito mais fora da caixa. Muito mais.
Se um problema de design hoje, na prática, é “desenhar uma cara legal pra uma página”, amanhã será: o que motivará um consumidor a visitar nossa loja novamente? O designer não vai tentar resolver problemas, ele vai participar da definição de qual é realmente o problema e desenhar uma experiência inteira, uma experiência que pode envolver desde o design do produto, sua estratégia de comunicação, a experiência do usuário na loja, na internet, no celular… Design não vai ser só uma boa resposta. Design vai ser sobretudo criar boas perguntas.
E agora eu te pergunto: você é bom de pergunta? Se te colocarem na mesma mesa dos executivos, se te convidarem para participar do brainstorming que vai definir o futuro do produto e da empresa, você vai fazer bonito ou vai meramente… achar bonito? Well, se você não fizer a lição de casa, caríssimo, duvido que te convidem de novo 🙂
Vamos lá então: que lição de casa é essa? O que te falta pra sentar na mesona com os peixes grandes? Well, você tem algo que vale ouro: a capacidade de pensar fora da caixa, de reconhecer padrões, de costurar coisas de maneira original. Isso é valiosíssimo. O que pode estar faltando é visão de negócios. O que pode estar faltando são boas noções de psicologia, antropologia, economia, sociologia. O que pode estar faltando é um MBA em Marketing.
Nesta altura você deve estar esperneando e dizendo: mas se eu gostasse de negócios teria feito Marketing! Eu sou designer! E eu te diria: por enquanto : ) Em breve pensar business vai ser muito, mas muito natural. É esse o discurso do Luke e do Tom: como combinar os teus dons de designer com visão estratégica. Entender o mercado, entender o consumidor, perceber novas tendências… aí sim dá para desenhar experiências realmente inovadoras. Aí não tem pra mais ninguém.
A menos que você queira fazer botões pro resto da vida, o que é, naturalmente, um direito seu. Ah… se você, pra completar, quiser morar no meio do mato, por favor inclua-me fora dessa 😉