a usina é um espaço dedicado a profissionais interativos e centraliza tudo que eu, rené de paula jr, produzo sem parar em videos, podcasts, artigos e palestras

Uau sem culpa

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Quantas vezes por semana alguma coisa na web te faz dizer em voz alta “uau, que legal!”? Convenhamos: poucas. O Google Street View? O Orkut com feed RSS? Os demos do Silverlight? Well, é o que eu consigo me lembrar assim de bate-pronto. Lembro desses e… do site da HBO Brasil.
Um aparte: eu sou um ex-HBO. Eu fui produtor de programas na HBO por um ano (programas de TV, bem-entendido, não programas de computador 🙂 ) Quando foi isso? 1996? Caramba, onze anos. Foi quando eu larguei TV e comecei a trabalhar com internet. Faz tempo.
Faz tempo mas devo ter na gaveta um esboço maluco que fiz na época sugerindo como deveria ser o site da HBO, embora eu não tivesse a mais mínima idéia de como fazer aquilo. Delírio total. Aliás, o que fiz foi um wireframe sem nem mesmo sonhar que havia wireframes no mundo. Vou ver se encontro essa relíquia, quero ver se delirei demais.
Voltemos aos nossos uaus. Outro dia eu vi um não-geek, não-digerati dizer “uau, que-le-gal!”. Corri pra ver, claro, e dei de cara com… o site da HBO. Uau, eu também disse. Fiquei impressionado. Me pareceu mais útil e bem-resolvido e sofisticado do que qualquer outro site brasileiro de TV, sobretudo tv a cabo. Logo de cara o site mostra o título do programa que está passando naquele momento, e dá uma indicação visual do tempo restante. Logo abaixo, um espaço enorme para chamar algum destaque da programação, e abaixo disso uma versão condensada da grade. Para cada filme destacado, a indicação de quando vai passar novamente. Bacana.
A home por si só já dava conta de um monte de cenários de uso possíveis: saber o que está passando, saber o que o canal tem de melhor, saber o que vai acontecer na semana, etc, etc, etc. Pra quem, como eu, que sonhara com um site bacana fazia 11 anos, aquilo foi um deleite.
(Um aparte: isso não é jabá não. Não sou mais HBO e o site nem deve ter sido produzido no Brasil. Estou só compartilhando um uau pessoal e intransferível, mesmo)
Fiquei tão empolgado que imediatamente disparei um email elogioso pra uma comunidade/lista que eu administro, o radinho de pilha. Eu sempre faço isso: se eu gosto, compartilho.
Well, pelo visto minha dica não era tãããão legal. Visto pelos olhos dos mais puristas o site quebrava tantas regras e cânones (acessibilidade, tableless design, etc etc etc) que meu uau pareceu uma blasfêmia. Ouvi uma saraivada de críticas técnicas: uso excessivo de imagens, fontes pouco legíveis e mais um rol de pecadilhos e crimes e erros e atrocidades. Ninguém achou “legal”.
Como EU poderia ter indicado algo tão pecaminoso, me disseram?
Tentei mudar o rumo da discussão, tirando o foco da questão herética: “mas… não é beeeeem legal? Comparem com os outros!”. Não funcionou. O site levou tiro de todo lado.
Quase me arrependi de ter extravasado meu entusiasmo. Eles tinham razão, havia uma série de pontos de melhoria. Mas, apesar de tudo, apesar da patrulha ideológica e da santa inquisição html-ística… eu continuava achando beeeeeeeem legal. Minha empolgação resistiu à furia dos cruzados. Devo ser um herege mesmo.
Merecendo ou não, é bem broxante levar baldes de água fria, ainda mais quando você está tão animado. Mas… no final não me arrependo. Pecado éé pecado, mas “uau” é milagre 🙂
E eu adoro milagres.
Pensemos no Orkut: mesmo nos seus tempos mais instáveis, mesmo na sua interface mais tosquinha, ele foi fonte de zilhões de “uaus”. “Uau, olha quem eu encontrei!”, “uau, tem mais gente que detesta salsinha!”. Pense no… Youtube, inicialmente tão feiinho e desengonçado: “uau, que legal, dá pra colocar no meu blog!”, “uau, que legal, dá pra gravar direto da webcam!”.
Como conseguir “uaus”? É uma proeza técnica, uma pirueta tecnológica ou será que uaus têm outra origem? Por que será que coisas não necessariamente impecáveis provocam “uau”? E por que será que tantas coisas sacrossantas provocam bocejos na grande massa (RSS, por exemplo)?
Eu tenho uma pista: o uau acontece quando damos de bandeja para o usuário algo singelo e quase óbvio que ele nem sonhava ser possível, algo que, mesmo que perguntássemos, ele não seria capaz de formular. O uau acontece quando criamos algo cujo valor salta à vista, que encanta à primeira vista, que oferece uma possibilidade imprevista, e que se encaixa na vida do usuário como uma luva.
Uaus surgem quando temos o dom de pensar, sentir e sonhar como o usuário.
Isso para mim é sagrado. Podem me crucificar, mas os outros pecadilhos… eu bem que perdôo 🙂

Questão de Destino

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Escrever de boca cheia é muito feio? Espero que não. Só não ofereço, aliás, porque não vai dar tempo: vou matar esse de ovo de páscoa em um piscar de olhos de coelho. De qualquer maneira fica a dica: marzipan e chocolate amargo nasceram um para o outro. Coisa de destino

Ovos de páscoa são, aliás, categoria-destino. Juro! Eu ouvi isso do rapaz responsável pela área de ovos de páscoa de uma grande empresa de chocolates. Ouvi e não entendi, claro, mas ao invés de fazer cara de paisagem, perguntei:

– Ahn?

O rapaz me explicou: categoria-destino são aqueles produtos que fazem com que você saia de casa e vá ao supermercado só para comprá-los. Ovo de Páscoa é assim: ou você sai esbaforido para comprar os ditos cujos na véspera do dia D e volta com o que encontrou, ou vai ter que pagar terapia pros pirralhos o resto da vida.

Balinhas? Pilhas alcalinas? Revistas de celebridades? Típica compra por impulso, daquelas que você só leva porque (e isso não é acaso) estavam ali te sorrindo na fila do caixa.

Ok, acabei o restinho do chocolate. O mundo parece mais doce, não sei por quê.

Mas falemos um pouco mais de Destino. Por voltas e reviravoltas do Destino, estou há uns bons sete meses sem banda larga em casa. Aliás, defina casa. O que me salva é o laptop do trabalho , o acesso discado gratuito e hot-spots por aí.

Melhor dizendo: salvava, já que, por ironia do Destino, tive que devolver o notebook faz um mês e tanto. O náufrago digital aqui teve que navegar remando em um pocketpc e um smartphonezinho. Sem nenhuma vocação para santo, eis-me um legítimo faquir 2.0.

Ok, ok, não se preocupem, sobrevivi. Meu laptop novo chegou, e logo-logo encontro alguma solução de conectividade decente. Passei na prova de apnéia e abstinência.

Passei na prova, mas não passei incólume. Não dá para passar fome digital assim em brancas nuvens, alguma coisa a gente aprende. E eu quero compartilhar com vocês o que aprendi, sem que vocês tenham que comer o megabyte que o dial-up amassou.

O primeiro aprendizado é: sem querer nós nos tornamos sedentários digitais. Ficamos sentados com a boca escancarada cheia de dentes esperando a… Ops, isso é Raul Seixas! O chocolate está dando barato, minha nossa.

Voltando à questão do sedentarismo: muito do que achamos genial na web parece genial porque estamos inertes diante de uma máquina hiperdimensionada conectada sem limites. Algo como os humanos no filme Matrix, sonhando acordados e alimentados por tubos. (Chocolate alucinógeno, esse!).

Nesse estado de paxá catatônico a gente acaba esquecendo que, para pessoas normais, internet é algo onde se entra e depois se sai, internet é o lugar das categorias-destino. Entra-se para ler emails, entra-se para checar o scrapbook, entra-se para pagar uma conta… e depois tchau. As pessoas têm mais o que fazer.

Nessas minhas semanas espartanas/franciscanas/masoquistas, do que eu senti falta? Quais foram as minhas categorias-destino? Eu digo: checar meu webmail (celular resolve), acompanhar a comunidade que eu administro (PDA em hotspot resolve), ler meus feeds de notícias (dá-lhe PDA e hotspots) e eventualmente honrar meus compromissos bancários (se bem que bankphone resolve muita coisa).

Youtube? Joost? Instant messenger? Blogar? Fazer podcasts e videocasts? Deu pra viver (quase) sem. Na boa.

Second Life? Come on, get a life.

E já que a life é bastante short e na internet a gente só entra quando quer e precisa, que tal fazermos um exercício sem se mexer da cadeira? O exercício é simples: ponha-se no lugar do usuário. O que ele quer? Por que ele ligou um trambolho lerdo, entrou numa conexão sofrível e cara e se deu ao trabalho de entrar no teu site? O que ele quer?

Descobriu? Lindo, agora desenhe todo o site em torno disso, daquilo que o usuário precisa. O resto é cama de pregos, palavra de quem já foi faquir.

Eu sei o que eu quero, e acho que é esse meu Destino: tornar a vida alheia mais doce. E digo isso de boca cheia.

A internet jam-session

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Que Beethoven não nos ouça, mas talvez
ele não tenha sido tão genial assim. Ao menos foi o que aprendi escutando
uma entrevista bárbara outro dia com um professor de música.

Beethoven se dava ao luxo de escrever,
reescrever, rabiscar, rascunhar e ir lapidando suas partituras até
o ponto em que estivessem redondas, perfeitas, insuperáveis.
 

O contraponto a isso é outro tipo de
genialidade: um pianista de jazz (Bill Evans foi o exemplo, Bill Evans
que eu adoro) improvisa o tempo todo, em tempo real, sem tempo de voltar
atrás e alterar o que ficou registrado para todos os tempos pelo microfone
implacável.
 

Bom ouvir isso, não? Improviso é nosso
nome do meio, improviso sempre foi nosso pulo do gato.
 

Well, seria um bom pulo-do-gato
se caíssemos sempre em pé. Ou se tivéssemos sete vidas. Vai ver é
por isso que desenvolvemos outra tecnologia interessantíssima, o “levanta-sacode-a-poeira-dá-a-volta-por-cima”:
para dar algum charme que seja a tombos esborrachados.
 

A nossa arte de disfarçar tombos se
tornou tão elaborada que nem percebemos mais a variedade de estilos,
nem notamos mais inovaçõs fantásticas na arte de pisar na bola.
 

Eu mesmo já apresentei para vocês
diversas gafes invisíveis: projetos que caem no brejo das especificaçoes
vagas, prazos que viram fumaça na mágica das promessas incumpríveis,
etc., etc., etc.
 

Hoje tenho a honra de apresentar a vocês
um novíssimo e modernérrimo super-vilão: o picadinho 2.0.
 

A receita é simples, vocês encontram
os ingredientes prontinhos no mercado:

  • Soluções em diversos sabores,
    pré-cozidas e… gratuitas
  • Designers frilas já acostumados
    a trabalhar picadinho
  • Programadores frilas que
    fazem projetos como o teu com um pé nas costas
  • Um arsenal de ferramentas
    bacaninhas para garantir que esse povo disperso no espaço e no tempo
    consiga se misturar: Gmail, Basecamp, Google Docs, MindMeister, etc.

 
 

Pronto! Nunca foi tão fácil “cozinhar”
internet e… ter uma dor de barriga das boas. Algo como “faça
você mesmo seu piriri”. E aí entra a tremenda originalidade,
o segredo da invisibilidade do vilão picadinho 2.0: se ficou
ruim, a culpa não é de ninguém.
 

Ok, como sempre estou carregando nas
tintas. É bem possível que fique razoável. Mas para ficar genial
pra valer falta algo que ainda não tem nome, algo que em outro tipo
de parto, o parto de verdade com parteira e tudo, aquele que botou no
mundo geraçõs e geraçõs de seres humanos, se chama… Doula.
 

(Um detalhe: estou escrevendo esse texto
offline
, sem acesso a wikipedias ou similares, portanto vou ter
que dar uma de Bill Evans e improvisar sem chance de corrigir qualquer
vacilo. Confira se Doula se escreve assim mesmo, por favor).
 

Doula, segundo uma grande amiga
versada em partos, é um personagem tradicional na cultura russa que
tem como papel fundamental dar apoio ao parto. Não, ela não faz

o parto, quem faz é a parteira. Ela simplesmente garante que a mãe
se sinta segura, amparada, assistida, sobretudo porque o pai nessa altura
ou desmaiou ou mijou nas calças.
 

Em projetos grandes as Doulas
têm nomes bonitos: gerentes de projeto certificados por PMI, líderes
black-belt
de gerenciamento de mudanças, business analysts
e bla-bla-bla. Mas no mundo do picadinho 2.0, nesse buffet self-service
de coisas pré-mastigadas… quem garante que nasça um belo bebê interativo
e não um jovem frankenstein feito de partes mal-encaixadas?

Nesse cenário onde qualquer um pode
invocar os poderes de designers e programadores autônomos e remotos,
quem garante que alguma mágica ocorra?

Ficou fácil comprar as peças avulsas…
mas quem disse que o cliente sabe montar o brinquedo? Não olhem pra
mim, não fui eu não 🙂
 

Mea culpa, eu deverita ter dito.
Eu venho falando há anos sobre projetos “clássicos” tipo
Beethoven, onde primeiro se cria uma belíssima partitura/documentação
para só então chamar a orquestra e seu maestro. Faltou eu dar alguma
pista pra internet jazzística, a internet improvisada por pequenos
ensembles
de talentos únicos, essas jam sessions
remotas e assíncronas. Mea culpa.
 

Eu dou uma pista, então: o improviso
absoluto é um mito. Jazzistas praticam muito, grupos ensaiam muito.
Ninguém é doido de gravar algo sem preparo algum.
 

Uma Doula
ajudaria? Alguém que segurasse na mão do cliente na hora do parto,
alguém que ensaiasse o site, testasse, apontasse melhorias, alguém
que poupasse o cliente dos erros mais crassos? Talvez sim.

Eu já fiz esse papel, con mucho
gusto
. E sei que fez/fiz diferença. Quem sabe vocês não viram
e-Doulas on-demand
também?
 

Ficou curioso sobre o Bill Evans? Procure
pelo álbum Conversations with Myself, com gravações caseiras
do gênio ensaiando sozinho, ensaiando, improvisando, ensaiando. Genial.

Pé no chão e pé na tábua

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Vocês conhecem Lagos, Nigéria? Eu conhecia de ouvido: ouvi a respeito num podcast semanas atrás. Ontem conheci um pouco mais lendo um artigo na revista Piauí, e descobri então que não quero conhecer Lagos tão cedo. Ao menos… não a pé 🙂

Eu explico: o podcast bacana falava sobre urbanismo e sobre o quanto o mundo estava se favelizando. As maiores cidades do mundo (Lagos, por exemplo), hoje, não são mais cidades, são outra coisa, são mega-favelas fervilhantes. O urbanista falava disso com um certo fascínio, dizia que estavam surgindo ali novos paradigmas, novas formas de convívio humano, de empreendedorismo informal e de poder político. Ou seja, o cara não estava horrorizado, estava encantado.

Como o urbanista falava com paixão eu me empolguei também, embora “cum grano salis”, com uma pitada saudável de desconfiança. Quando li ontem o artigo na Piauí, a pitada de sal ganhou outros sabores: a descrição da miséria era tão vívida, tão pungente que a fumaça das serrarias, o cheiro de óleo diesel, o lixo e o fedor quase saltavam do texto.

Eu fiquei desconcertado. Quem tinha razão, afinal? O urbanista idealista ou o jornalista pé-no-chão? Well, é tudo uma questão de ponto de vista… literalmente 🙂

No artigo estava a pista: muitos especialistas e urbanistas vão conhecer Lagos, mas ficam tão apavorados que passam direto dos carros blindados para helicópteros e, de lá de cima, o favelão parece fascinante mesmo, fervilhando de atividade humana, improviso e vontade de sobreviver e vencer.

Vista de longe, qualquer coisa é inspiradora. De perto, porém, é outra história. Rio, São Paulo, vocês sabem como é.

Ok, ok, mas por que estou eu aqui falando de românticos e realistas? Porque na nossa área não é diferente: o que não falta são gurus sobrevoando o digimundo de helicóptero e dizendo maravilhas. Sai um novo gadget? Lindo! Maravilhoso! Web 2.0? Sensacional! Milagroso! Conteúdo gerado pelo usuário? E-commerce? Comunidades? Lindo, lindo, lindo!

Ok, eu também acho lindo e batalho diariamente por tudo isso. Mas como meu lugar é no front sempre, sei que nem tudo são flores e que para a mágica acontecer é preciso de um monte de ingredientes raros.

É por isso que estou sempre aqui, nesta revista e nos meus podcasts na internet batendo na mesma tecla: tecnologia por si só não garante nada. Nosso trabalho não são bits e bytes, nosso trabalho é tornar a vida das pessoas mais plena, mais rica, mais fecunda. Nossa grande questão é COMO ser relevante, COMO ser útil, COMO conquistar a confiança e COMO trazer à tona o melhor de cada um de nós.

Nós não estamos desenhando interfaces, apenas. Nem estamos programando aplicativos. Estamos abrindo novos horizontes para a experiência humana.

E como tornar a vida humana mais digna através do nosso trabalho diário? Eu respondo: fazendo as perguntas corretas. E o melhor começo, como já disse em outras ocasiàµes, é perguntar… COMO.

Ao invés de perguntar:
– Que funcionalidades, conteúdos e serviços eu devo entuchar nesse site?

Pergunte:

– Como o usuário resolve seus problemas?
– Como podemos ajudar o usuário a resolver seus problemas?
– Como mostrar para o usuário que podemos ajudá-lo?
– Como facilitar a adoção do que estamos oferecendo?
– Como podemos ajudar o usuário a se sentir mais autà´nomo, mais seguro, mais pleno?
– Como vamos saber se o usuário está ou não satisfeito?
– Como podemos transformar o usuário em um advogado da nossa marca?

E por aí vai.

Querem ver um bom exemplo? Gracenote. Quando você coloca um CD e o iTunes reconhece o álbum, faixas e letra é porque ele consultou o serviço da Gracenote, que tem um banco de dados de dezenas de milhàµes de músicas, e apresentou para você a informação necessária. A Gracenote é quase invisível, discretíssima, mas é fantástica.

Ouvi uma entrevista com eles num podcast. Os planos são bárbaros: no futuro você vai ter dezenas de milhares de músicas no aparelho do teu carro, mas para escolher o que ouvir (sem atropelar ninguém) vai bastar dizer “quero ouvir Rolling Stones”. Essa instrução vai gerar uma busca na Gracenote que vai gerar uma playlist para você. Ou você dirá: quero mais músicas desse tipo aí, e a Gracenote vai gerar uma playlist bacana.

Lembrou de um trecho de uma canção? Diga o refrão e a Gracenote te dirá que música é. Está tocando uma canção no rádio e você gostou? Coloque o seu celular próximo do alto-falante, aperte um botão e a Gracenote vai reconhecer que música é e te dar a ficha completa.

A Gracenote é um site? Não necessariamente. Um software? Mais do que isso. Mas uma coisa a Gracenote faz: ela torna nossa relação com a música muito mais rica, mais fecunda, mais humana.

Eles fizeram as perguntas certas. E a resposta só pode ser um mundo melhor.