a usina é um espaço dedicado a profissionais interativos e centraliza tudo que eu, rené de paula jr, produzo sem parar em videos, podcasts, artigos e palestras

presente para você: meus textos dos primórdios da internet

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eu comecei a trabalhar com web em 1996 e um ano depois já estava escrevendo artigos apaixonados para revistas como ABOUT, Meio Digital, Ibiznet e tantas outras.

recuperei quase cinquenta desses artigos históricos e transformei num PDF gratuito que você pode baixar neste link.

o mundo mudou, a internet mudou, eu mudei mas acho que essa dose extra de idealismo e romantismo pode fazer bem a todos nós.

a mim fez 😉

vale lembrar, aliás, que todos os meus artigos (100!) para a histórica Revista de Web Design também estão reunidos em um PDF lindão e gratuito, divirta-se!

Não.

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Eu falo. Falo pra chuchu. Falo quase o tempo todo (o twitter que o diga, meus vizinhos de baia idem). Pior do que falar é ser o que, em inglês, se chama de very vocal: eu me expresso até quando não devo. E é por uma noção muito profunda de dever que eu digo agora: não. Nananina. Não.
Eu falei muito nas últimas semanas. Falei em todo tipo em todo lugar, de Porto Alegre a Floripa, com marketeiros e gente de web, do segmento bancário a interessados em videocast, usando t-shirt ou terno, falei por escrito e nos meus podcasts. Falei, falei, falei. Falei de corpo e alma, falei sem script, falei o que eu fui capaz de falar.
Alguns desses encontros faziam parte do meu trabalho, mas a maioria não. Fui, ouvi e falei porque não posso nesse momento cruzar os braços nem fechar a boca.
Falemos do que eu ouvi, então, isso é um bom começo. Ouvi especialistas, ouvi gente divertida, ouvi perguntas sinceras, ouvi coisas boas e outras nem tanto. Faz parte. O problema, meus caros, é aquilo que eu não ouvi. Eu não ouvi o menor questionamento sobre por quê fazemos o que fazemos. Eu não ouvi qualquer crítica ou acusação aos bodes-pretos-no-meio-da-sala.
Sobre aquilo que realmente faz diferença não se fala. E é por isso que eu falo tanto.
Eu me lembro quando entrei na ECA-USP vinte anos atrás. Eu fui pra lá sonhando com contra-cultura, com propostas alternativas, com mil revoluções existenciais de todo tipo. Cheguei lá e, salvo honrosas exceções, me deparei com uma geração bastante conformista, bastante careta, orgulhosíssima de ter entrado no curso mais concorrido do vestibular: publicidade. Errei o timing, errei por uns dez anos. Tinha acabo o questionamento.
Nada contra publicidade. Nada contra ser careta. Mas uma coisa é ser conformista e achar tudo bacana e ser carreirista… na Suécia. Ou na Nova Zelândia. Ou em qualquer outra sociedade onde tudo está resolvido e resolvido de maneira justa. Mas… ser conformista num país do avesso como o nosso é cumplicidade com o abuso e ponto.
Quem me viu recentemente em Floripa, Porto Alegre, Sampa, Rio, onde for, levou o mesmo puxão de orelha: mudem o mundo. Mudem seu bairro, sua cidade, seu país. Tem duzentos milhões de pessoas e quatrocentos anos de história esperando por isso: por mudanças reais. É o fim da picada estarmos sentados no cockpit de uma máquina maravilhosa e poderosa e ficarmos… chavecando. Tagarelando. Futricando. Pensando em como ganhar um troco fácil. Sorry, mas isso é uma traição danada com essa benção que temos nas mãos.
Darwin virou a história humana do avesso sem nada disso. Darwin tinha como equipamento a observação e o raciocínio, nada mais. Filósofos e mais filósofos mudaram nossa maneira de ver o mundo sem mouse nem megapixels. Nós estamos hiper-equipados e… fazemos o quê? Jogamos confete e celebramos um monte de coisa gringa que nem foi feita pra nós, um monte de cases estrangeiros que só acontecem lá fora. Pior: pagamos preços indecentes pra poder desfilar com gadgets importados ou contrabandeados a peso de ouro. Sorry, mas isso é o fim do resto.
Nada contra gadgets. Nada contra gringos. Nem contra vaidade ou consumo. Eu sou vaidoso, tenho gadgets e trabalho numa empresa multinacional. O que me espanta é termos tantos olhos para o que acontece lá fora e zero, mas zero atenção para o que está, literalmente, batendo na nossa vidraça no semáforo. Zero atenção pras distorções bizarras do nosso mercado. Zero atenção pra malandragens endêmicas em todos os níveis do mundinho da comunicação e negócios. Zero atenção pra essa nossa conivência com a contravenção, contrabando, corrupção e abuso. E são essas coisas que a gente não encara nunca, não questiona nunca, que fazem com que a gente não saia do lugar.
A internet no Brasil vai completar 15 anos. Foi só isso que conseguimos, misturar ideologias capengas com brinquedos de luxo? Cadê a geração com um pensamento realmente novo, jovem, inédito, com senso de responsabilidade? Minha geração sonhou com ter o poder nas mãos. Essa geração tem poder no mouse e…?
Outro dia, num desses eventos, alguém veio com o chavão: marcas são promessas. Well, marcas não “são” nada. Marca é ficção, e se as encaramos como promessas é porque humanos gostam de promessas, precisam de promessas. Promessas são uma tentativa de garantir que o futuro vai ser como queremos hoje. Crer em promessas mostra o quanto nosso desejo se sente frágil diante do acaso e o tempo.
Eu acreditei na promessa da internet. Quinze anos depois, vejo muitos sabendo “o quê” (o que comprar, o que usar, o que assistir), alguns especializados no “como” (como fazer uma página tableless, como aparecer nos sites de busca, como ganhar dinheiro com blog) e quase ninguém ligado no “por quê”. Por que essa estratégia e não outra? Por que dá certo lá fora e aqui não? Por quê acreditar nesse cara e não em outro?
A questão é que, mais cedo ou mais tarde, os caras que se especializam no “como” vão assumir lugares em que terão que pensar em “por quê”, e não estarão preparados. Mais cedo ou mais tarde quem só sabe achar respostas vai ter que fazer boas perguntas. Mais cedo ou mais tarde quem adotava cegamente todas as inovações vai ter que criar algo inovador. E eu pergunto: quem está pronto para isso? O que é preciso?
Em todos esses encontros, não importava qual fosse a pauta ou o tema, eu fiz essa pergunta: de que maneira vocês estão se preparando para o futuro? E na falta de boas respostas coloquei minhas cartas na mesa: se quisermos mudar o mundo vamos ter que entender de pessoas, de gente, de questões humanas, sociológicas, antropológicas, políticas, econômicas. Se deixar, um designer puro só vai querer fazer coisas lindas. Se deixar, um developer puro só vai pensar em projetos mirabolantes. Só quem mergulhar na complexidade humana vai ser capaz de criar algo que mude o mundo.
Sem isso vamos ter mais do mesmo… replicado numa escala global e insustentável. E eu digo: não.

A visão que eu não vejo

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Hoje à tarde conversei pelo telefone com uma colega americana. Foi boa a conversa. Ela estava interessada em saber como a gente aqui estava usando o ambiente interativo no nosso trabalho cotidiano.
(Lembre-se: trabalho na Microsoft na área de difusão e adoção de novas tecnologias com foco em user experience.)
Uma das coisas que contei pra ela foi… o que eu acabo de fazer: seja no twitter ou orkut ou Campus Party eu sempre deixo claro quem eu sou, onde eu trabalho e qual a natureza do meu trabalho. Gosto de clareza, gosto de transparência, gosto de assumir posição.
Outra coisa que contei pra ela foi que, mais recentemente, passei a deixar ainda mais clara a diferença entre minha presença “pessoal”, pessoa física mesmo, e a minha atuação “PJ”, corporativa. É por isso que estou no Twitter com dois ID’s, @renedepaula e @uaudecadadia. Nos meus blogs, a mesma separação: tenho N blogs pessoais (o mais novo é o www.usina.com/bluenotes, escrito à mão) mas mantenho meu blog corporativo em separado.
Por que estou contando essa história toda? Porque estou ainda em dúvida sobre como compartilhar com vocês coisas que vi no MIX09, evento da Microsoft em Las Vegas voltado para a inovação digital. Eu não quero usar esse canal aqui, sempre um canal do “rené pessoa física”, para fazer jabá de qualquer natureza. Longe de mim. E aí, alguma sugestão?
Well, façamos assim: não vou dar nome aos bois mas vou sim compartilhar com vocês a visão, o conceito, os sinais do que está por vir. Combinado?
(Na verdade esse é o meu trabalho: compartilhar visões de futuro.)
O que eu vi, afinal? Aparentemente (e se me perdoam o trocadilho óbvio) um mix de coisas. Na real, porém, nada de mix ou mixórdia ou mistério. Tudo muito encaixadinho, costurado, redondo, tudo girando em torno de uma coisa só: você.
E a notícia é: você não é só um browser. Você não é só um indicador clicando links. Você tem duas mãos com cinco dedos cada, você anda pra lá e pra cá, você tem nome e sobrenome e amigos e história e desejos e dúvidas e memórias e futuro. Em torno dessa aventura eletrizante que é você há inúmeras maneiras da tecnologia entrar na sua vida.
Pensando bem: não há inúmeras maneiras. Há duas: a certa e a errada. E acho que foi isso o que eu vi. Maneiras relevantes e consistentes e úteis e gostosas de se colocar a tecnologia a serviço de experiências boas. Eu vi interfaces gestuais. Eu vi interfaces “naturais”. Eu vi experiências que começam no browser, continuam no computador, seguem no celular e vão se desdobrando máquinas afora sem perder o rebolado. Eu vi teus amigos te seguindo de uma aplicação a outra. Eu vi você gerenciando o que você quer ver com quem e onde e de que maneira e quando. Eu vi teu patrimônio digital na ponta dos teus dedos seja em que máquina for. Eu vi tudo o que você produz em N lugares convergindo para um fluxo só. Eu vi empresas concorrentes colaborando em teu favor.
Eu vi, em suma, um mundo você-cêntrico, onde seus amigos, suas coisas, seus aparelhos giram em torno de você ligados pela internet. Eu vi – e sei que isso soa estranho – eu vi transparência, eu vi a invisibilização (urruuu, viajei) da tecnologia.Vi coisas que são tão naturais que você nem pára pra pensar em frameworks, protocolos, API’s nem nada. Você simplesmente usa. Mais ou menos como uma criança de hoje, que pede pra ver na tela a foto que você acabou de tirar, sem imaginar que já houve negativos, revelação, demoras e processos.
Well, foi mais ou menos isso o que eu vi. Pensando bem, eu vi mais do que isso: vi quem faz esse futuro. E é por isso que estou compartilhando essa história com vocês: o que eu vi lá ainda não vejo aqui.
Voltemos pra aquela conversa telefônica com a moça americana. Eu contei pra ela que o cenário interativo aqui era um pouco diferente, não só porque tem muita gente focando em social media mas também porque muitas agências vivem mais de campanhas do que de qualquer outra coisa. A parte da social media ela entendeu logo, mas quanto ao perfil das agências ela ficou um pouco surpresa.
Voltemos pro MIX09. As maravilhas todas que eu vi dá pra fazer agora, as ferramentas e plataformas estão todas aí. Mas… quem vai fazer? Arrá!
Calma, não estou duvidando da competência e talento de ninguém. Estou pensando em foco, em visão estratégica. Quando uma grande marca (um banco, digamos, ou uma montadora) quiser construir uma aplicação que permita a seus clientes gerenciar suas coisas online e offline, mobile ou não, no desktop ou na web… quem ela vai procurar?
Pense bem: isso não é uma campanha. Isso não está na alçada do marketing da empresa, nem da comunicação. Isso é mais estratégico. Esse é o tipo de coisa em que o presidente da empresa se envolve, porque diz respeito não só à imagem, mas também ao futuro negócio.
Pense bem: isso não é só um desafio criativo. É um desafio tecnológico, vai demandar desenvolvimento parrudo. É um desafio de planejamento, porque vai impactar o futuro da empresa.
E aí, ela pensaria na tua agência? Ele pensaria numa empresa de desenvolvimento? Ele faria tudo in house para que a estratégia não vazasse? Ou ele quebraria esse projeto entre três fornecedores, um de estratégia, um de design e um de tecnologia?
Well, deixo a questão em aberto. O que eu sei é que vi lá tipos de agência que não vejo muito por aqui, agências que são encaradas como parceiras estratégicas em inovação, agências que levam as marcas a um outro patamar de relacionamento com seus clientes. Agências capazes de bolar, entregar e gerenciar experiências inovadoras.
Veja você: a tecnologia está aí, é só questão de você explorar (todas as palestras do MIX09 estão online). As plataformas e API’s e frameworks e bases gigantes de usuários estão aí, é só você usar. Novos aparelhos e gadgets e devices não param de surgir. Para completar: as marcas estão atentas a tudo isso e estão ficando inquietas. Volta e meia meu telefone toca e me perguntam quem está aparelhado, capacitado, experimentado para criar experiências tão ricas.
Algumas agências eu sei que posso indicar. O que tua agência faz mesmo? Social?

Os incomodados que se mudem

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– Você topa ir comigo a um sebo? Estou procurando um Henry Miller esgotado.
Sebo? Nessa hora eu topava era ir pra igreja e casar já : ) Como se não bastasse ser bela, a moça ainda gostava de livros e de alfarrábios e belquiores? Henry Miller, então??? Milagre! O que mais eu podia querer?
(Não responda, eu já sei: faltava ela compartilhar o meu entusiasmo, claro. Como se diz no twitter, #fail)
Li muito Henry Miller. Li inclusive um texto curto, que ele escreveu aos 80 anos, com o título (acho) Reflexões Sobre a Morte de Mishima. Vou tentar encontrar e reler.
Yukio Mishima era um autor japonês brilhante (leia) que, inconformado com a ocidentalização do Japão, se lança num movimento de resgate da cultura tradicional japonesa, #fail e, inconformado, se mata. Da maneira tradicionalíssima, claro.
(nota desse autor gagá: não confiem na minha memória, dêem uma pesquisada a respeito)
Fiquei curioso sobre o que o escritor americano ia dizer a respeito. Well, me surpreendi: resumindo, ele disse que Mishima foi tolo.
Urruuu, essa eu não esperava. Tolo por quê? Por valorizar a tradição? Por se suicidar? Não, tolo por querer mudar a humanidade. Segundo Miller, a humanidade vai bem, obrigado, e ai de quem quiser mudá-la. Vai pra cruz, no mínimo (o exemplo é dele).
(Pensando bem, a mocinha literata ia bem, obrigada, e quem era eu pra tentar cair de paraquedas na vida dela? Well, deixa pra lá)
Hmmm… estranho isso. O Miller chega aos 80 desiludido com as pessoas? Ou será que ilusão seria pensar o contrário? Isso sempre me encafifou. Temos jeito, afinal, ou não?
Faltam 35 anos pra eu chegar aos 80, a menos que eu dê uma de Mishima por uma causa impossível (ou moça impossível) qualquer. Mas do alto desse teclado de onde 4 décadas me contemplam, eu confesso que ando incomodado pra chuchu. E incômodo, para mim, é um excelente sinal.
Um grande amigo meu dizia: filosofia que não incomoda não serve pra nada. E é por isso (e pelo Miller, e pelo Mishima, e pela mocinha intelectualmente inquieta) que vou, se você me permitir, ser incômodo e tirar você da zona de conforto. E conforto é o que não falta na terra brasilis.
Eu me explico: somos uma cultura fortemente hedonista. Eu acho, pelo menos. Grande parte da brasilidade está ligada ao prazer: prazer na comida, prazer na dança, prazer na festa, prazer nas relações com os outros. Prazer, alegria, improviso, e aversão à tristeza, à formalidade, ao tédio, às regras. Uma boa parcela da nossa criatividade e “pegada” criativa vem daí, dessa nossa relação intensa, visceral e epitelial com a alegria. E esse é nosso bem, nosso mal.
Eu me explico. Cultura tem dois lados: ela é nossa maneira coletiva e singular de lidar com o mundo, de interagir com a vida, de dar sentido ao que acontece. Mas ao mesmo tempo em que a cultura nos abre o mundo de uma certa maneira, ela também define o que fica de fora, o que é indesejável, o que nem consideramos, o que você jamais será.
Vou dar exemplos concretos. Eu nasci aqui em São Paulo, vindo de uma família X num bairro Y numa classe W numa época Z. Eu cresci dentro de um conjunto de valores e sentidos bem definido, dentro dos quais minha vida teria um certo curso “normal” a seguir: ir para um certo tipo de colégio, cursar um certo nível de faculdade e ter um determinado nível de vida, morando em bairros assim ou assado, freqüentando o shopping XYZ e evitando o shopping ZYX. Tudo muito cômodo. Se eu não fosse tão desmiolado e teimoso, teria sido essa minha vida (não foi), com pouca ruptura com as expectativas todas da minha cultura de berço.
Na faculdade eu conheci colegas com trajetórias igualmente previsíveis, mas conheci também gente que veio de fora, veio de outras cidades e que, ao cair no mesmíssimo lugar que todos nós, tinham uma liberdade extraordinária: eles não tinham caminhos pré-determinados. Podiam se inventar. Podiam escolher deliberadamente qual seria seu lugar no mundo, qual seria sua turma, qual seria seu estilo. Uma liberdade extraordinária que acabava fazendo deles gente muito mais criativa, ousada e surpreendente do que todos os outros.
E aí vem a iluminação: só eles tinham essa liberdade? A gente não tinha? Resposta: todos nós temos. Para eles parecia mais fácil porque a mudança de cidade forçara rupturas bastante incômodas. Para nós isso parecia difícil porque a nossa cultura da comodidade, nossa herança, tornava nosso futuro engessado e seguro. Mas a liberdade estava ali, se oferecendo sorridente a cada minuto. Só não se reinventa quem não quer.
(OK, ok, fui cruel agora, incomodei. Nem todos podem se dar ao luxo de se reinventar, a vida é dura e existem responsabilidades e limitações etc etc etc, mas vale a pena ter isso em mente sempre)
Por isso é bom viajar, por isso é bom conhecer outros círculos: mais importante do que levar os olhos pra mil lugares é ter mil olhos diferentes para ver seu próprio lugar (acho que essa é do Proust). A hora em que começamos a questionar nossa própria cultura, nossos próprios valores e manias e idiossincrasias mil caminhos se abrem, mil possibilidades surgem. Muito do que parecia obviamente bom (nosso improviso crônico, por exemplo) pode começar a parecer um vício horroroso que nos mantém atrasados para sempre. Nosso horror a regras pode se revelar, por fim, uma regra tão rígida e cretina quanto a pior das regras. Nossa sociabilidade tão 2.0 pode se mostrar como superficialidade e pavor de compromissos.
Pense nisso. Você e eu trabalhamos com inovação, você e eu queremos mudar a maneira como as pessoas vivem e interagem, você e eu somos agentes de mudança. E se não mudarmos de ares, se não mudarmos de círculos, se não experimentarmos outras tecnologias, se não mudarmos por dentro… não vamos conseguir mudar nada nem ninguém. Mude seu olhar e mostre para o mundo que tudo pode ser visto com outros olhos.
Citei vários autores, né? Corra pra um sebo e procure por eles. Quem sabe vocês não encontram belas mocinhas ou mocinhos com almas inquietas como a sua?