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internet tête-à-tête artigos de rené de paula jr. |
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Conquista - lição 1 Você não conquista uma mulher. Nunca. Quem te prometeu isso (o vendedor do conversível, o autor do livro infalível, o anúncio do perfume irresistível) mentiu. Conquistar é uma quimera. O máximo que um homem pode fazer é facilitar o processo de escolha. Não acredita? Nem pergunte a ela, é tempo perdido. Se for sábia (o que é instintivo) ela dirá que você é único, que os outros não foram nada comparados a você... e assim por diante. Mas que o poder é dela, é. Claro que você pode enganar a moça. Uma promessa pra vida inteira pode ser a chave para uma noite tórrida, mas descartável pra você e lamentável para ela. Esse tipo de conquista não conta. Se tua vida afetiva gira em torno de aventuras desse tipo, eu lamento. O desgaste é imenso, o aprendizado baixo e o custo altíssimo (advogados incluídos). O segredo todo não é tão secreto assim. Envolve palavras como parceria, relacionamento, respeito, carinho, compreensão. Você que nunca quis ouvir. Você queria era carnaval. Passado agora o grande carnaval 2000 da internet, com seus carros alegóricos pra investidor ver, sambas-enredo em webeconomês, mulheres nuas alucinando pageviews e as fantasias em plumas e stock options, passada inclusive a ressaca da nasdaq de cinzas, eu arrisco a dizer que se deu bem quem deixou de lado a sedução vazia e soube cativar, soube aprender, soube fazer feliz. Mas onde estaria o erro? No papel tudo fazia sentido: o business plan era perfeito, os diferenciais eram killer, o sucesso era questão de tempo, muito pouco tempo. Em muito pouco tempo, porém, o que era lindo no papel virou fumaça. A causa é simples: papel aceita tudo, a internet não. A internet é tão caprichosa, imponderável e difícil de se conquistar quanto uma bela mulher. Você nunca vai entender porque ela trocou você por um gordinho de óculos. Onde você teria errado? Eu tenho algumas dicas: seu negócio online... Saber ouvir, adivinhar anseios, enriquecer a vida de alguém não é fácil. Gente é complicado, mais complicado do que qualquer tecnologia. A grande arte é, ao invés de só dizer a que veio, dialogar com quem vem para descobrir como servi-lo. Essa inversão de perspectiva é a base do User Centric Design, do design feito a partir do usuário final. Essa preocupação com o bem-estar é a base da usabilidade, a arte e técnica de fazer coisas que sejam fáceis de usar. Aprendizado contínuo e relações cada vez mais relevantes são a base do CRM, Customer Relationship Management. Boas intenções à parte, estamos falando aqui de fazer com seu cliente seja leal à sua marca, e com que essa lealdade se traduza em mais receita, maiores lucros e maior eficiência para o seu negócio. E manter essa fidelidade é uma guerra, mesmo depois do carnaval. Os ricardões, enfim, estão a um clique de distância. |
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