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internet tête-à-tête artigos de rené de paula jr. |
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Incommodities e o e-daí Antes de comprar aquele carrão importado, confira: a garantia diz algo sobre conquistas amorosas e aventuras sexuais? Nada? Nem no manual, escondido entre tabelas de potência e curvas de torque? Gozado. Pelo visto o prazer vai ser solitário. Prazer de dirigir, bem entendido. Nem pensei em sexo. O melhor conselho para candidatos a don-juan talvez seja: coloque-se na posição do seu objeto de desejo. É o que, pela primeira vez na vida, estou fazendo agora. Para evitar mal-entendidos: não pensei aqui em sexo. Simples: hoje sou cliente, não mais agência. Depois de um bom tempo exercitando a arte da sedução e conquista de clientes, hoje estou na não tão confortável posição de escolher pretendentes. Revelo aqui um segredo valioso: o que conquista um prospect não é o sex-appeal, a lábia nem a grana. É a perspectiva de um relacionamento fecundo. (Desapontado? Lembrou-se de todas as suas conquistas frustradas? De frustrantes one-night stands?) Nesse jogo de sedução, você acena com promessas de e-business, e-marketing, e-advertising, os seus rivais também, e a galera responde: e-daí? Quanto vale o show? Seus concorrentes leram a mesma cartilha que você (os mesmos e-newsletters, os mesmos websites). Os conceitos de CRM se tornaram commodities, e agora são tão repetidos que viraram incommodities. Quem ganha o jogo? Publicitários? São eles, especialistas em desejo, em sedução, que vão te levar ao altar da Web? Sim e não. Você corre o risco de entrar na seguinte roda-viva:
(Se você é cliente, só de pensar nessa orgia de gastos deve estar com um mal-estar na região gástrica; se você for um publicitário inescrupuloso - são poucos, claro - vai sentir uma excitação na região do bolso. Sem pensar em sexo, bem entendido). Em suma: conquistar por conquistar é dispendioso, desgastante, frustrante e não se aprende muito. E agora pensei em sexo também. O que distingue os rivais (agências, produtos, soluções de CRM, fornecedores) é a capacidade (técnológica e humana) de cumprir a promessa, e a profunda compreensão da vantagem de um relacionamento duradouro. Os publicitários e marketeiros que entenderem (e praticarem) isso vão ganhar o jogo. Talvez nem precisem ser publicitários e marketeiros. A questão do Customer Relationship Management na web é crítico, já que:
Criar um relacionamento com o novo consumidor não é bolinho, não. O que ganha esse jogo não são só ferramentas ou técnicas, mas sim a sensibilidade por trás disso. Como no amor. O que interessa mais a você, informações objetivas sobre CRM ou análises mais subjetivas sobre tendências e cases? Mande um email (mesmo que em branco) para [email protected] ou para [email protected]. O próximo artigo já vai ser reflexo dos resultados. Gerente de marketing interativo Fera.com |
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